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quarta-feira, 7 de junho de 2017

História da engenharia alimentar em Portugal


Indústria

por: Rui Alves | Coordenador do Grupo de Engenharia Alimentar, 
Instituto Politécnico de Viana do Castelo 
05 junho 2017, segunda-feira

Introdução

O setor alimentar é, em qualquer nação, um setor fundamental: sem alimentação em quantidade suficiente e de boa qualidade, a população não cresce nem se desenvolve.

alimentar

Cada vez mais a capacidade para alimentar um povo é vista como a chave para o sucesso económico e a independência. Este aspeto é tanto mais importante quanto mais se sabe que, com o aumento da população mundial e no cenário atual de economia globalizada, cerca de 16% da população mundial depende de alimentos produzidos em áreas distantes, sendo Portugal um dos casos de maior dependência de importações.

Pior: estima-se que em 2050 este número aumente para 51% da população mundial (Fader et al., 2013), o que significa que metade da população mundial não será capaz de se alimentar pelos seus próprios meios.

Quando se discutem temas relativos à alimentação é essencial distinguir dois setores genéricos: (i) o setor primário alimentar, que envolve a produção agrícola e pecuária, as pescas e a piscicultura; (ii) o setor das indústrias alimentares, que envolve as indústrias responsáveis pela maior ou menor transformação e processamento dos alimentos com vista à sua conservação desde a produção até ao consumo.

Como se disse anteriormente, sendo a alimentação cada vez mais dependente do comércio mundial, a indústria alimentar é cada vez mais importante, não só para conservar os alimentos, como para evitar os desperdícios atuais, e assumirá um papel cada vez mais proeminente nas sociedades modernas.
 
(...)

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