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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Jovens portugueses bebem demasiadas bebidas energéticas apesar dos riscos para a saúde


Um estudo que envolveu centenas de adolescentes portugueses detetou uma elevada ingestão de bebidas energéticas, isolada ou associada ao álcool, apesar de este consumo não ser recomendado para esta idade devido aos seus potenciais efeitos adversos. 
 

Publicado na edição de abril/junho da Ata Pediátrica Portuguesa, a revista oficial da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), o estudo “Bebidas energéticas: Qual a realidade na adolescência?” foi elaborado por pediatras do Hospital da Senhora da Oliveira (Guimarães) e do Centro Hospitalar São João (Porto).

Com base em respostas de 704 adolescentes, com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos, o estudo apurou que 76% dos adolescentes já tinham experimentado bebidas energéticas, tendo a primeira ingestão ocorrido entre os 12 e os 15 anos em 85% dos casos.

Estas bebidas pertencem a um grupo de bebidas não alcoólicas com um elevado teor de cafeína e às quais são adicionadas outras substâncias, nomeadamente hidratos de carbono (glucoronolactona, dextrose, sacarose), aminoácidos (taurina), vitaminas (B riboflavina, piridoxina, L-carnitina) e extratos de plantas (ginseng, guaraná).

Efeitos secundários

Entre os vários efeitos adversos destas bebidas estão a taquicardia, agitação, cefaleia, insónia, desidratação, tonturas, ansiedade, irritabilidade, tremores, aumento da tensão arterial e distúrbios gastrointestinais.
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