[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Mais de um terço das mortes em Portugal podiam ter sido evitadas

 por: José Macário

Durante o ano de 2014, um terço das mortes ocorridas na Europa poderiam ter sido evitáveis à luz dos conhecimentos e tecnologia médicos existentes, considera o último relatório do Eurostat. Portugal está ligeiramente acima da média europeia.

 
 Os mais recentes dados do Eurostat apontam para que, em 2014, tenham falecido no território europeu quase 1,7 milhões de pessoas com menos de 75 anos. Dessas, o Eurostat afirma que um terço (33,3%) das mortes poderia ter sido evitada, à luz da tecnologia e conhecimentos médicos existentes. Portugal situa-se ligeiramente acima da média europeia, com perto de 34% de mortes evitáveis. 

Os ataques cardíacos são a causa de maior mortalidade evitável, com um total de 32% do total de mortes evitáveis em pessoas com menos de 75 anos. Os AVC seguem-se no ranking das principais causas de morte, com cerca de 91.000 mortes, ou 16%. Os cancros colorretais (66.500 mortes, ou 12%), cancros mamários (50.100, 9%) e as doenças relacionadas com a hipertensão (28.700, 5%) completam o top 5 das causas de morte evitável na Europa.
 
Entre os países analisados a maior percentagem de mortes evitáveis regista-se na Roménia (47,6%), seguindo-se a Letónia (47%) e a Lituânia (45,3%). Por outro lado, as menores percentagens registadas pelo Eurostat aconteceram em França, com 24%; na Dinamarca, com 26,5%, e na Bélgica, que não vai além dos 26,6%.

O conceito de mortalidade evitável utilizado pelo Eurostat é o de que certas mortes (para um determinado grupo etário e em consequência de doenças específicas) poderiam não ter ocorrido caso tivessem sido tratadas atempada e efetivamente.
 
(...)

Sem comentários: