[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

terça-feira, 6 de junho de 2017

Obesidade

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a obesidade como uma doença que o excesso de gordura corporal acumulada no organismo pode atingir graus capazes de afetar a saúde. O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia despendida. A obesidade é uma doença com génese multifatorial, já que para além de fatores ambientais, metabólicos e genéticos, estão envolvidos uma complexa interação de variáveis que incluem influências culturais, psicológicas e comportamentais. Esta doença crónica, além de provocar uma diminuição da qualidade de vida, deve ser controlada pois é um fator de risco para o desenvolvimento e agravamento de doenças tais como, a diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, alguns tipos de cancro, etc. Verifica-se que a perda intencional de perda de peso, se mantida a longo prazo, manifesta-se numa melhoria da qualidade de vida, na redução da mortalidade e na melhoria das doenças crónicas associadas, especialmente para a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e cancro. Existem diferentes métodos e técnicas para estimar o peso corporal, no entanto, as medidas antropométricas, devido à sua simplicidade e rapidez de obtenção e baixo custo, são os métodos mais utilizados.

src=Índice de Massa Corporal (IMC) é um índice usado para a classificação do peso corporal em adultos, que relaciona o peso com a altura. A fórmula deste índice é definida pelo peso do indivíduo (em kilogramas) dividido pelo quadrado da sua altura (em metros). IMC= peso (kg) /altura (m)×altura (m)

 A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a obesidade de acordo com os seguintes critérios:

Classificação IMC (kg/m2)
Baixo Peso ≤ 18,5
Peso normal 18,5 a 24,9
Pré-obesidade 25 a 29,9
Obesidade grau 1 30 a 34,9
Obesidade grau 2 35 a 39,9
Obesidade grau 3 ≥ 40

O IMC é uma medida útil para avaliar a pré-obesidade e obesidade, uma vez que é utilizada para ambos os sexos e para todas as idades nos adultos. No entanto, deve ser considerado um guia, não nos indica a percentagem de gordura corporal, já que dois indivíduos com o mesmo IMC poderão ter percentagens de gordura corporal completamente diferentes, como é o caso dos atletas por exemplo.Na criança e no adolescente, com velocidades de crescimento que registam, em ambos os sexos, uma enorme variabilidade inter e intra-individual, ainda não é possível utilizar as pontes de corte acima descritos, sendo o valor de IMC em crianças percentilado, com base em tabelas de referência.

Outro método utilizado para estimar o peso corporal é a medição da Circunferência da Cintura. A distribuição da gordura corporal é importante no doente obeso. No homem normalmente, a gordura corporal acumula-se na zona abdominal ou visceral, denominando-se obesidade andróide. A mulher acumula com mais frequência a gordura corporal na zona glútea e coxas, denominando-se obesidade ginóide. Estudos indicam que a obesidade visceral está associada acomplicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidemia e doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral. O perímetro da cintura permite classificar dois níveis de risco de complicações associadas à obesidade. Ou seja, é indicador de risco muito aumentado e requer intervenção médica, caso se apresente:       
a) um perímetro da cintura ≥ 88 cm na mulher;       
b) um perímetro da cintura ≥ 102 cm no homem. 

Prevenção da obesidade
(...)

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