[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Portugal: retrato de um país que não pára de envelhecer



DEMOGRAFIA


16.06.2017
 
 
 
Nasceram mais crianças em 2016, mas em número insuficiente para travar o envelhecimento da população. 
 
 
Um saldo negativo entre o número de nascimentos e de óbitos e um saldo migratório igualmente negativo fizeram com que em 2016 a população portuguesa tenha perdido 31 757 pessoas face ao ano anterior e que o rácio entre os mais velhos e mais novos se tenha agravado. A idade média está agora nos 43,9 anos. Estes dados integram a mais recente estimativa da população residente, divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Fique a par dos números principais.

População residente total 
No final do ano passado, Portugal tinha 10.309.573 pessoas. São menos 31.757 do que um ano antes, sendo esta redução resultado de saldos naturais e migratórios negativos. Recuando uma década, verifica-se que a população está a cair de forma consecutiva desde 2009 e que perdeu 264 mil pessoas desde então. 
 
Nascimentos e óbitos Em 2016 o país assistiu de novo a um aumento do número de nascimentos, registando 87.126 nados-vivos. Mas o número foi insuficientes para compensar o os 110.535 óbitos, o que fez com que o saldo natural fosse negativo (-23.409) e ainda de forma ligeiramente superior do que em 2015.  
 
Emigração e imigração Os portugueses já não estão a sair para ouros países com a força que se registou durante os anos de crise, mas ainda emigram à procura de melhores empregos e salários. Ao mesmo tempo, o número dos que escolhem o nosso país para morar, estabilizou. Tudo somado, o saldo migratório registou défice de 8.348 pessoas – número, ainda assim, mais atenuado do que o registado em 2015, em que o saldo foi de – 10.481. 
 
 Envelhecimento 
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