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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Portugal tem nível de proteção elevado

O coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga, disse à Lusa que Portugal "garante um nível de proteção elevado" face à exposição tecnológica crescente mas alertou que "não há sistemas 100% seguros, em nenhuma área"

JusNet 575/2017

"Há um nível elevado de cibersegurança [em Portugal], mas é uma área em que há muito a fazer. Devido à grande evolução tecnológica e rapidez de penetração de novas tecnologias precisamos de ter uma atualização permanente", afirmou Pedro Veiga.

O responsável, que falava à Lusa à margem de um seminário sobre cibersegurança e cibercrime, organizado pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, referiu que, comparativamente a outros países, "Portugal tem vindo a tomar iniciativas de capacitação", apontando como exemplo a ação recentemente lançada pelo Governo sobre competências digitais.

Apesar de lembrar que os recursos financeiros destinados a esta área "são limitados", Pedro veiga destacou a sensibilização que está a ser feita junto das instituições "para alocarem uma parte importante dos recursos financeiros para a cibersegurança".

Como exemplo desse investimento apontou o Ministério da Justiça que considerou "estar extremamente bem preparado e preocupado com estas problemáticas".

Pedro Veiga realçou ainda o caso do Ministério da Saúde que, segundo considerou, teve “um comportamento fantástico” relativamente ao ciberataque que se iniciou no dia 12 de maio.
 
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