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quarta-feira, 28 de junho de 2017

União Europeia devia dar incentivos aos países para fazer reformas

  Autor:

Nuno André Martins
 
28-06-2017
BCE

Responsável da Comissão Europeia defende incentivos do orçamento comunitário para reformas estruturais e diz que Portugal foi quem mais cortou no investimento em educação entre 2010 e 2013.
STRINGER/EPA
A União Europeia deve considerar dar incentivos, como dinheiro do orçamento comunitário, para ajudar os países a fazer reformas estruturais que acelerem o crescimento económico, afirmou esta quarta-feira o diretor da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, Marco Buti, depois de anos em que a consolidação orçamental foi feita à custa do investimento e acabou por fazer baixar a qualidade das finanças públicas.

Depois de anos a insistir na necessidade de meter as contas em ordem, reduzir o défice e a dívida pública, a Comissão Europeia admite que a forma como estes cortes foram feitos não foi a melhor e pode ter prejudicado os países.

Numa apresentação perante os banqueiros centrais e académicos presentes no Fórum do Banco Central Europeu em Sintra, Marco Buti, o líder de uma das mais poderosas direções-gerais da Comissão Europeia, fez uma autópsia pouco animadora do que foi feito durante a crise e deu Portugal como um dos piores exemplos no que diz respeito ao investimento na educação, admitindo ainda falhas nos instrumentos da União Europeia.

A apresentação do italiano era dedicada a entender como seria a postura dos governos após a crise: iriam continuar a consolidar as finanças públicas e a fazer reformas como (os países mais afetados como Portugal) o fizeram durante a crise?
(...)
 

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