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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Verdadeiro ou falso? Conheça os principais mitos associados à asma

Saúde
Imagem Desdobramento

A campanha “Vencer a Asma” foi lançada em abril deste ano, com o objetivo de alertar para a importância do controlo da doença, prevenir os doentes para não desvalorizarem os sintomas e sensibilizar para a relevância de uma comunicação efetiva entre os profissionais de saúde e os doentes. Neste âmbito, o Vital Health falou com a pneumologista Rita Gerardo que clarificou alguns dos principais mitos associados à doença.
De acordo com o Observatório Nacional para Doenças Respiratórias, um milhão de portugueses tem asma, uma doença crónica que provoca a inflamação das vias aéreas dos pulmões. Rita Gerardo, pneumologista no Hospital de Santa Marta em Lisboa e secretária da Comissão de Alergologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), revela que “a população em geral e os doentes com asma em particular apresentam algum desconhecimento relativamente a esta doença, o que coloca em causa o adequado controlo da mesma”. Parte deste desconhecimento está relacionado com vários mitos que ultrapassam fronteiras e “que têm influenciado de sobremaneira o tratamento desta doença”, garante a especialista.

Cinco mitos sobre a asma que deve apagar da memória:

“A asma tem cura” - FALSO.
A asma é uma doença inflamatória crónica. Apesar de não ter cura, tem tratamento o que permite o controlo da doença por períodos de tempo que poderão ser muito longos. O facto de um doente com asma poder passar longos períodos (dias a meses) sem qualquer sintoma poderá induzir alguns doentes em erro. A inflamação permanece mesmo que as queixas não surjam.

“Só é necessário tratar as crises de asma” - FALSO.
A asma é uma doença inflamatória crónica o que significa que a inflamação persiste sempre, podendo, no entanto, os seus níveis ser controlados. O tratamento apenas no momento da crise (agudização) da asma permite apenas reverter os sintomas no momento, mas não tem influência a médio ou longo prazo no nível de inflamação das vias aéreas, o que implica muito maior probabilidade de desencadear outra crise em pouco tempo, até com maior gravidade e mais difícil de tratar.
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