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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Alcançar a Fome Zero até 2030 exige transformar a vontade política em ações concretas

FAO Portugal

 11/07/2017 

Lisboa  – Conseguir atingir o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 2), erradicar a fome e a desnutrição até 2030 é possível, mas requer uma maior ação, incluindo maiores investimentos em agricultura e um desenvolvimento rural sustentável, afirmou o Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, num evento paralelo à 40ª Conferência da FAO.

“Hoje, mais de 800 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crónica…e, infelizmente, o número começou a crescer de novo”, referiu o Diretor-Geral da FAO. Cerca de 155 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de atrasos no desenvolvimento, enquanto que 1,9 mil milhões de pessoas estão em situação de sobrepeso, dos quais pelo menos 500 milhões são obesos e 2 mil milhões sofrem de deficiência de micronutrientes, acrescentou. Embora nas últimas décadas, tenham sido feitos progressos no combate aos flagelos relacionados com a pobreza e a fome, os desafios que hoje existem, nomeadamente conflitos, crescimento demográfico, mudanças climáticas e mudanças nos padrões alimentares, corre-se o risco de reverter todas as conquistas obtidas. Referiu também, que o mundo está a enfrentar “uma das maiores crises humanitárias de sempre”, com mais de 20 milhões de pessoas em risco de fome em quatro países: noroeste da Nigéria, Somália, Sudão e Iémen.

Graziano da Silva reforçou que a Agenda 2030 exige um forte compromisso na tomada de decisões nacionais e uma maior autossuficiência dos Estados membros. Transformar a vontade política em ação exige um foco mais forte nas estratégias nacionais, inclusive nas que estão relacionas com as políticas de nutrição, saúde e educação. O Diretor-Geral da FAO pediu um reforço dos mecanismos de governação e coordenação para facilitar o dialogo e criar incentivos para que os diferentes sectores e partes interessadas trabalhem em conjunto dando um maior foco às iniciativas Fome Zero. “Para isso, os decisores precisam de evidências sólidas e relevantes, incluindo estatísticas e dados de monitorização”, acrescentou.

“E por último, mas não menos importante, temos que aumentar significativamente os investimentos”, disse Diretor-Geral da FAO.
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