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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mais de 300 sobreendividados pediram apoio este ano

Madeira /
15.Jul.2017
 
Entre Janeiro e Junho deste ano, 305 pessoas pediram apoio à Defesa do Consumidor por questões de sobreendividamento. Um número que sofreu um ligeiro aumento relativamente ao ano transacto, onde este serviço, integrado na Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, deu apoio a cerca de 600 pessoas em situação de endividamento excessivo durante todo o ano.

No fundo, trata-se de pessoas que estão impossibilitadas de pagar um ou mais empréstimos. É quando o saldo devedor é superior ao valor do rendimento mensal da pessoa em causa e esta não consegue cumprir com os seus compromissos financeiros, tendo várias prestações em atraso, explicou Graça Moniz, directora do serviço de Defesa do Consumidor.

O desemprego, o divórcio e a doença são apontados como as principais causas que levam as pessoas a contrair empréstimos que não conseguem pagar, tal como se verificou no ano de 2013, altura em que o serviço registou a maior procura por parte de pessoas sobreendividadas. Um valor que tem vindo a baixar gradualmente, possivelmente devido à recuperação da economia, à queda do desemprego e também devido ao trabalho contínuo realizado por este serviço, que faz uma análise de cada uma destas pessoas e, depois de identificar as situações de incumprimento, presta-lhes toda a informação, aconselhamento e orientação, de forma a solucionar o problema da melhor maneira, informou a directora do serviço. Além disso, Graça Moniz revelou que a Unidade Técnica de Apoio ao Endividado e Sobreendividado tenta também renegociar os créditos, através de propostas de renegociação que são sempre dirigidas às entidades credoras, tendo sempre em conta a capacidade de solvabilidade das famílias porque é preciso que as mesmas consigam cumprir.

Mas se há muitos que pedem dinheiro por necessidade, há também quem faça uma má gestão das finanças pessoais, contraindo empréstimos para passar férias ou até mesmo para comprar carros topo de gama, e, apesar de por vezes receberem um ordenado acima da média, acabam por não saber gerir da melhor forma o seu orçamento familiar.
(...)

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