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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Pedrógão Grande. Meo multou clientes porque não teve “acesso às listas” de mortos


Fogo de Pedrógão Grande


A Meo anunciou que não vai penalizar os familiares de vítimas mortais no incêndio de Pedrógão Grande nem as pessoas desalojadas, e culpa as faturas no atraso da divulgação da lista da PGR.
Os contratos caducam com a morte do titular
MARIO CRUZ/LUSA

A reação da Meo surge após a notícia da agência Lusa que denuncia que a operadora exigiu uma penalização de 139 euros pelo cancelamento do contrato de uma vítima mortal do incêndio de Pedrógão Grande, depois de o pai do falecido, Fernando Mendes da Silva, ter denunciado o contrato.

O pai da vítima, residente em Figueiró dos Vinhos, comunicou a morte do filho à Meo, apresentando a certidão de óbito, mas a operadora acabou por lhe enviar uma carta, a 7 de julho, exigindo o pagamento de uma penalização por o contrato ser cancelado ainda durante o período de fidelização.

A operadora, que na altura se escusou a comentar, explica agora que foi emitida uma carta de penalização no caso de Fernando Silva “por uma questão de automatismo”, mas assegura que “o caso já foi resolvido”.

Num esclarecimento enviado à agência Lusa, a Meo refere que não vai cobrar “nem mensalidades, nem penalização aos herdeiros dos clientes que infelizmente faleceram nos incêndios em Pedrógão”, assim como não vai cobrar “assinaturas nem penalização” a todos os clientes “que viram as suas casas destruídas”.
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