[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Quase meio milhão de pacemakers correm risco de 'hacking'

Os equipamentos podem ser invadidos por hackers, que podem depois controlar o ritmo cardíaco ou esgotar a bateria.

Quase meio milhão de pacemakers correm risco de 'hacking' 
© Abbott / St Jude Medical


in "TECHaominuto" 
31.ago.2017

A US Food and Drug Administration emitiu um aviso onde reporta que quase meio milhão de pacemakers estão vulneráveis a invasão por parte de hackers. Ao invadirem os pacemakers, os hackers podem controlar o ritmo cardíaco e até esgotar a energia das baterias.
Diz o The Guardian que os pacemakers foram todos fabricados pela empresa St. Jude Medical que já garantiu que está a trabalhar numa atualização de software para corrigir a vulnerabilidade. Todas as unidades que lançadas a partir desta semana já terão esta versão do software, não sendo mais vulneráveis a invasões de hackers.
Nota o The Verge que a St. Jude Medical foi adquirida pela Abbott em janeiro, a qual já tem um historial de pacemakers com falhas de segurança.

Portugueses criam sensores para detetar gases nocivos e controlar qualidade do ar

SAPO Lifestyle 
31.ago.2017

Investigadores do Porto estão a desenvolver sensores óticos para detetar gases nocivos e explosivos e controlar a qualidade do ar nas indústrias, casas e escritórios, de forma a prevenir a incidência de doenças cardiopulmonares crónicas, como a asma.  

 
créditos: Pixabay


Os sensores óticos são ferramentas analíticas "particularmente atrativas", que permitem a deteção e quantificação de substâncias específicas, em tempo real e com alta sensibilidade, mesmo quando presentes em misturas complexas, disse à Lusa a investigadora Ana Silva, da REQUIMTE - Rede de Química e Tecnologia, laboratório que resulta de uma parceria entre a Universidade do Porto e a Universidade Nova, de Lisboa.

No entanto, segundo indicou, a maioria dos detetores disponíveis responde indiscriminadamente a várias substâncias, estando sujeitos a problemas de calibração e baixa durabilidade, sendo "urgente" o desenvolvimento de novos materiais seletivos e viáveis para a deteção de substâncias específicas.

Para contornar essa questão, os investigadores envolvidos neste projeto estão a criar sensores óticos, a partir de materiais novos e outros já existentes, dotados de propriedades óticas que respondam à presença de substâncias específicas, através da alteração da sua cor.

Acoplados a computador

Depois de integrados num dispositivo portátil, esses sensores podem ser utilizados como sistemas de aviso e alerta à presença de gases nocivos, vapores químicos e explosivos, explicou Ana Silva, que faz também parte do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

De acordo com a investigadora, vários estudos realizados demonstraram que a poluição do ar está muitas vezes relacionada com doenças cardiopulmonares crónicas problemas de demência, sendo, por isso, necessário controlar a sua qualidade.

 

Partículas cancerígenas encontradas em meias da Disney



  
in Jornal "Sol", 31.Ago.2017 




A empresa pede aos consumidores que devolvam o produto em causa.

 

A empresa finlandesa Lindex retirou do mercado um par de meias com personagens do filme “Frozen” da Disney, por suspeitas de conter partículas cancerígenas, diz o Daily Mail.

O jornal afirma que o produto era vendido em pacotes de três pares de meias de cores diferentes, tendo sido descoberto num dos pares de meias azuis, ilustradas com a personagem Anna de Arendelle, do filme "Frozen", produtos químicos que causam cancro.

A embalagem contém ainda pares de meias com imagens da rainha Elsa e do boneco de neve Olaf, contudo não foram identificadas partículas estranhas nestes produtos.

A empresa pede aos consumidores que devolvam o produto em causa e garante que irá reembolsar os visados com a totalidade do valor das meias.

A Lindex pertence ao grupo tockmann, também dono da conhecida marca de roupa H&M, e tem lojas em países como a Suécia, Noruega, Finlândia, República Checa, Polónia, Islândia ou Reino Unido. 


Evolução dos preços das telecomunicações em julho de 2017




A ANACOM disponibiliza mensalmente informação sobre a evolução dos preços das telecomunicações.

Em julho de 2017, os preços das telecomunicações não sofreram qualquer alteração face ao mês anterior.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento de preços verificado (3,40%) foi o 7.º mais elevado da economia portuguesa.

Em termos médios anuais, a variação foi de 2,67%, um aumento superior ao nível da inflação (1,10%), uma tendência que já se verifica desde janeiro de 2014.

Portugal foi o quinto país da União Europeia (U.E.) com o aumento de preços mais elevado. Em média, na U.E. os preços das telecomunicações diminuíram 0,47%. Desde março de 2011 que os preços das telecomunicações crescem mais em Portugal do que na U.E..

Os dados divulgados pela ANACOM são elaborados a partir de indicadores do Instituto Nacional de Estatística e do Eurostat.



31.Ago.2013
Logótipo ANACOM

Adquirir serviços a fornecedores de outros países da União Europeia

 Centro Europeu do Consumidor PORTUGAL


Os consumidores utilizam serviços quando fazem compras num supermercado, compram produtos através da Internet, vão ao cabeleireiro ou ao barbeiro, assinam contratos com uma empresa para construir ou renovar a casa, reservam as suas férias numa agência de viagens, contratam um advogado, um fornecedor de gás ou um canalizador … São inúmeras as situações do dia-a-dia em que há necessidade de procurar um fornecedor de serviços e aquele que oferece as melhores condições de preço, qualidade e capacidade profissional pode estar localizado noutro país.

Hoje em dia, com a existência do mercado interno da União Europeia e a regulamentação da prestação de serviços por profissionais em países diferentes daqueles em que estão estabelecidos alargou-se a possibilidade de aquisição/contratação de serviços pelos consumidores em outros países da União Europeia. É possível aceder de forma mais fácil a uma escolha ampla e valorizada sem enfrentar certas restrições como sejam a discriminação em função da nacionalidade ou do país de residência.

Por outro lado, se os consumidores pretenderem assegurar-se de que estão a contratar serviços com um prestador devidamente habilitado para tal e sobre os meios a que poderão recorrer para resolver eventuais conflitos, podem recorrer a entidades designadas para prestarem assistência e informação nesse sentido.

Para prestarem assistência e informação aos consumidores e às empresas enquanto destinatários dos serviços foram designados pontos de contato em cada Estado Membro.

Em Portugal, o Centro Europeu do Consumidor é o ponto de contacto nacional para os consumidores, designado no âmbito do art.º 21 da Diretiva Serviços (art.º 20 do Decreto-Lei n.º 92/2010, de 26 de Julho de 2010, que transpôs a diretiva para a ordem jurídica nacional) para prestar assistência e informação aos destinatários dos serviços e aos organismos dos outros Estados-membros, quando para tal for solicitado.

serviços


Competências do Centro Europeu do Consumidor no apoio aos destinatários de serviços

Aos destinatários dos serviços abrangidos pela Diretiva “Serviços”, o CEC Portugal faculta a seguinte informação:
  • Informação de carácter genérico sobre os requisitos a observar pelos prestadores de serviços em outros Estados membros;
  • Informação sobre regulamentação de consumo, práticas comerciais e proteção do consumidor em outros Estados membros;
  • Informação genérica sobre os meios de acesso à justiça em caso de conflito de consumo;
  • Informação sobre as entidades competentes para a resolução extrajudicial de conflitos de consumo;
  • Informação sobre organizações profissionais e associações competentes para assistência prática;
  • Informação sobre o procedimento para resolver reclamações.

Tabac: le paquet de cigarettes pourrait augmenter d'un euro par an

"Le Figaro"
Par 
Publié
Dans le cadre de la politique de lutte contre le tabagisme, la ministre de la Santé, Agnès Buzyn, souhaite arriver à un paquet de cigarettes à dix euros dans trois ans. Pour éviter le développement du marché parallèle, la ministre a notamment plaidé pour une harmonisation européenne.

C'est indéniablement un sujet de discorde. Interrogée ce jeudi sur la chaîne CNews, la ministre de la Santé, Agnès Buzyn, a expliqué qu'elle était favorable à une augmentation du prix du paquet de cigarettes d'un euro par an. L'objectif est d'arriver à un paquet à 10 euros d'ici 2020.

Pour rendre cette mesure efficace, la ministre souhaite en effet une augmentation rapide et conséquente des prix du tabac. «Ce qui compte pour que les gens arrêtent de fumer, c'est que les hausses soient importantes», a-t-elle insisté. Car selon l'Organisation Mondiale de la Santé (OMS), augmenter le prix du paquet pour faire baisser le nombre d'acheteurs est «la méthode la plus efficace pour endiguer la propagation de la consommation du tabac». En général, les jeunes seraient particulièrement sensibles à une variation de prix: un argument de poids pour la ministre de la Santé, dont l'objectif est de parvenir à la première «génération sans tabac». Néanmoins, Agnès Buzyn veut éviter que les Français se sentent pris de court: «Nous n'allons pas le faire d'un coup car je veux que les Français aient le temps de se préparer à arrêter» de fumer, a-t-elle assuré. 

Ainsi, chaque paquet de cigarettes coûtera-t-il un euro supplémentaire dès le premier janvier 2018? Contacté par Le Figaro, le ministère des Solidarités et de la Santé n'a pas pu apporter davantage de précisions, expliquant que les arbitrages étaient encore en cours, mais qu'une officialisation aurait lieu dans les semaines à venir.

Vers une harmonisation au niveau européen?

Exaspérés par les augmentations de prix successives sans concertation avec les pays voisins, les buralistes français n'ont cessé de dénoncer cette mesure. En juillet dernier, ils ont mené une vaste opération coup de poing, bâchant ainsi des centaines de radars dans toute la France. Car pour les buralistes, l'augmentation du prix de cigarettes est surtout synonyme de hausse de la contrebande. Dans les régions frontalières, ils craignent notamment que les fumeurs préfèrent acheter leurs cigarettes chez leurs homologues espagnols, allemands ou belges. 

L'an passé encore, plus d'une cigarette sur quatre fumées en France a été achetée en dehors du réseau officiel des débitants, selon le rapport Project Sun du cabinet KPMG. Sur les 60,77 milliards de cigarettes fumées dans l'Hexagone (en recul de 1 % sur un an), seules 44,31 milliards (soit 72,9 %) sont passées dans une civette tricolore. «L'ampleur du marché parallèle et son maintien à un niveau inquiétant témoignent de la nécessité d'une approche plus globale, assurait début juillet un porte-parole de Philip Morris France, commanditaire de l'étude, avec British American Tobacco et Impérial Brands. Cela doit reposer sur le renforcement des moyens opérationnels à la disposition des autorités répressives». Dans un contexte où la France présente les prix de vente des cigarettes parmi les plus élevés d'Europe, les industriels craignent que cette nouvelle mesure fiscale vienne accroître davantage les écarts de prix, et donc accélérer le développement du marché parallèle. 

Afin d'apaiser les tensions, Agnès Buzyn a évoqué ce jeudi «un plan global» pour «aider les buralistes et éviter la fraude». «Si nous ne faisons pas un plan global», la hausse du paquet de cigarettes «ne servira à rien», a-t-elle mis en garde. Elle a notamment plaidé pour «une harmonisation des prix» des cigarettes au niveau européen.

Las ‘medicinas alternativas’ aumentan hasta un 470% el riesgo de muerte en pacientes de cáncer

Un estudio alerta del uso de pseudoterapias con plantas, dietas, acupuntura, homeopatía o rezos

 

La medicina tradicional china usa aguijones de abeja contra el cáncer. 

La medicina tradicional china usa aguijones de abeja contra el cáncer.   

“Plantas, vitaminas, minerales, probióticos, medicina ayurvédica, medicina tradicional china, homeopatía, naturopatía, respiración profunda, yoga, taichí, chi kung, acupuntura, quiropráctica, osteopatía, meditación, masajes, oraciones, dietas especiales, relajación progresiva, imagen guiada”. El joven oncólogo estadounidense Skyler Johnson enumera algunos de los pseudotratamientos  - sin ninguna prueba científica de su eficacia - a los que se encomiendan muchos pacientes de cáncer. Es la mal llamada medicina alternativa.

Johnson, de la Universidad de Yale (EE UU), acaba de poner cifras al daño que hacen estas pseudoterapias. Su equipo ha comparado los casos de 281 personas con cáncer que optaron por pseudotratamientos y las historias de 560 pacientes que sí confiaron en las armas de la medicina real: quimioterapia, radioterapia, cirugía y terapia hormonal. Los resultados ponen los pelos de punta. Las mujeres con cáncer de mama que se abrazaron a la medicina alternativa aumentaron su riesgo de muerte un 470%. Los pacientes de cáncer colorrectal compraron un 360% más de papeletas para morir al creer a ciegas en las prácticas pseudomédicas. Y los de cáncer de pulmón, con peor pronóstico en general, un 150%.
 
"Es importante que los oncólogos inviertan tiempo en hablar con sus pacientes, 
sobre sus creencias particulares”, opina el investigador Skyler Johnson
 
“Un diagnóstico de cáncer te cambia la vida. Por desgracia, hay muchísima desinformación sobre el cáncer y sobre sus tratamientos demostrados. Es importante que los oncólogos inviertan tiempo en hablar con sus pacientes, sobre sus creencias particulares”, opina Johnson. “Los pacientes interesados en las medicinas alternativas deberían ser advertidos del riesgo de muerte asociado a esta decisión”, explica el oncólogo.

El estudio de Johnson y sus colegas es inusual, debido a la dificultad de acceder a datos fiables y a las reticencias de los pacientes a reconocer su adhesión a pseudomedicinas. Los científicos de Yale han sorteado estos obstáculos exprimiendo la Base de Datos Nacional del Cáncer de EE UU, identificando 281 casos de pseudoterapias entre 2004 y 2013. Para comparar, los investigadores buscaron dos pacientes de medicina auténtica por cada uno de medicinas alternativas. Los pacientes debían ser similares en cuanto a edad, tipo de cáncer, fase, estado de salud previo y seguro médico.

Las diferencias en los resultados de unos y otros podrían ser incluso mayores, según subraya Johnson. Su estudio, publicado en la revista especializada Journal of the National Cancer Institute, hace un seguimiento corto de los casos, de solo unos 5,5 años en promedio. “La mayor parte de los cánceres de nuestro estudio eran de mama y de próstata, que pueden tener historias muy largas de manera natural, antes de que una persona sufra un empeoramiento de la enfermedad, su diseminación y, consiguientemente, la muerte”, señala Johnson.

Las personas que optan por las pseudomedicinas suelen tener más dinero y, paradójicamente, mayor nivel educativo

Además, el oncólogo destaca otros posibles factores de confusión. Las personas que optan por las pseudomedicinas suelen tener más dinero y, paradójicamente, mayor nivel educativo, dos rasgos asociados de manera general con una mayor supervivencia. Asimismo, la base de datos utilizada clasifica a los pacientes en la primera fase del tratamiento, pero la experiencia clínica de Johnson le dice que muchas personas acaban acudiendo a la medicina real tras constatar el fracaso de las pseudoterapias.

Teniendo en cuenta estos factores, las diferencias entre el tratamiento y el pseudotratamiento serían todavía mayores. “El mensaje que hay que llevarse a casa es que es muy importante elegir cuanto antes la terapia convencional en cánceres que son curables”, sentencia.

El equipo de Yale ha estudiado los cuatro tipos de cáncer más habituales en EE UU: de mama, de próstata, de pulmón y colorrectal. En el caso del tumor de próstata, las diferencias no son muy significativas. “En los tumores que sí son muy curables con terapias convencionales, como el cáncer colorrectal y el de mama, el riesgo de muerte se multiplica por casi cinco y por casi seis con terapia alternativa. Y, probablemente, subiría más si hubiera habido mayor seguimiento de los pacientes”, resalta Miguel Martín, presidente de la Sociedad Española de Oncología Médica.

“En el caso del cáncer de próstata, tampoco sorprende mucho el dato porque ya sabemos que muchos cánceres de próstata se diagnostican en periodo asintomático, y muchos son poco agresivos y a lo mejor no precisan ningún tratamiento”, continúa Martín, jefe del servicio de Oncología Médica del Hospital Universitario Gregorio Marañón, en Madrid. El epidemiólogo Esteve Fernández, presidente saliente de la Sociedad Española de Epidemiología, también aplaude el nuevo trabajo: “Es un buen estudio, publicado en una revista científica de primera línea, que muestra con claridad que las medicinas alternativas no sirven”.

 

 

MEPs adopt stricter limits on carcinogens in the workplace

“DISPONÍVEIS” PARA “SACAR” CONTRA A LEI…




PREÇO é o preço global em que se incluem todos os impostos, taxas e encargos.

Tal postulado sempre se afirmou em homenagem a três princípios fundamentais: o da transparência, o da lealdade nas relações negociais e o da protecção dos interesses económicos do consumidor.

A Lei de Defesa do Consumidor diz no art.º 8.º:
“1 – O fornecedor de bens ou prestador de serviços deve, tanto na fase de negociações como na fase de celebração de um contrato, informar o consumidor de forma clara, objectiva e adequada… , nomeadamente sobre: Ler mais (...)

Como seria a vida sem internet? Há quem não queira ouvir falar disso

SAPO Tek
31.ago.2017



Dado o tempo que as pessoas passam “mergulhadas” nos seus smartphones, tablets e computadores, uma vida sem internet, hoje em dia, parece mesmo muito difícil de imaginar. Mas a “dificuldade” é maior para uns do que para outros.

 
 
E não se trata propriamente de uma diferença de gerações, pois não são apenas os millennials que já não se lembram de um mundo sem gadgets e redes sociais: um estudo da Ipsos, analisado pela Statista, revela que a sociedade em geral já não consegue viver sem internet.

Entre mais de 18 mil pessoas inquiridas, de 23 países, mais de dois terços afirmaram que não conseguem imaginar o seu dia-a-dia sem a possibilidade de navegarem na grande rede.

O país onde as pessoas se mostram menos tolerantes à inexistência dessa possibilidade é a Índia (82%), seguido do Reino Unido (78%) e da China (77%). Seguem-se a Alemanha (73%), os Estados Unidos (73%) e a Rússia (66%).
O top 10 dos países onde a internet é muito desejada fica completo com a Espanha (65%), a França (64%), a Itália (62%) e o Japão (62%).

Há mais seis bancos globais unidos para criar moeda digital

Depois da iniciativa do suíço UBS, que juntou o Deutsche Bank, o Santander e o BNY Mellon para criar moeda digital, outros seis bancos globais unem-se com o mesmo objetivo.



31.ago.2012


 


Barclays, HSBC e Credit Suisse são só três dos seis gigantes da banca mundial que anunciaram a iniciativa conjunta de criarem uma moeda digital, com o objetivo de aumentar a eficiência do mercado financeiro. O anúncio vem depois de o UBS se ter aliado ao Deutsche Bank, Santander e BNY Mellon para criar a utility settlement coin.
Barclays, Credit Suisse, Canadian Imperial Bank of Commerce, HSBC, MUFG e State Street formam a nova aliança do mundo da banca que quer apostar na moeda digital. Vão trabalhar a utility settlement coin avançada pelo suíço UBS, tirando partido da tecnologia de blockchain que permite que a moeda utilizada nas várias transações seja verificada eletronicamente, eliminando a necessidade de um registo centralizado.
A utility settlement coin permite que os grupos financeiros não tenham de esperar pelas transferências de dinheiro tradicionais estejam concluídas para poderem fazer pagamentos entre si ou comprar ativos. Isto acrescenta eficiência porque poupa no tempo e encargos necessários para os processos de transação.
A moeda digital é facilmente convertível em diferentes divisas, uma vez que estas se encontram armazenadas na corrente de blockchain. Hyder Jaffrey o responsável de investimento estratégico e inovação fintech do UBS, diz ao Financial Times que espera que a partir do final de 2018 já seja possível a um banco transferir 100 milhões para um banco estrangeiro quase instantaneamente através deste novo método.
Ambos os grupos de instituições financeiras que investem agora na moeda eletrónica querem entrar em discussões mais profundas com os bancos centrais para definirem políticas de proteção de dados e cibersegurança.

A escolha do consumidor é "qualidade"

José Borralho
in "DN - Opinião"
31 de Agosto de 2017

Afinal o que orienta a decisão dos portugueses na hora de comprarem: as promoções ou a qualidade? 

Depois de nos últimos meses muito se falar sobre a preferência dos consumidores pelas promoções, foi apresentado ao mercado o estudo de tendências da Escolha do Consumidor que nos diz que a qualidade é o que reúne o consenso na hora da compra. Mas, afinal, qual é que está certo? 

Na verdade, nenhum está errado, importa é contextualizar as respetivas conclusões.

Se perguntar ao leitor o que lhe importa quando compra um determinado bem, o seu impulso é responder de imediato "o preço", ou seja, a vertente promocional, pois o que quer dizer é que gosta de fazer a melhor compra ao melhor preço. Mas será mesmo o preço que quer referir? Ou no seu subconsciente o que está presente é a relação qualidade-preço?

Imagine o leitor, se não estiver em caso de extrema pobreza onde uma qualquer refeição é um luxo, que entra num restaurante para almoçar. 

Depois de olhar para o menu, conclui: 
1) o prato do dia custa cinco euros mas não é do seu agrado; 
2) o restaurante também não é afamado por esse prato; 
3) no menu encontra um prato, esse sim do seu agrado e cujo restaurante é famoso por ele; 
4) mas custa oito euros... qual a sua decisão? 

Pagar mais três euros por algo que o vai satisfazer ou poupá-los, optando por algo que o vai (já sabe) desiludir? Preço ou qualidade? A esta equação pelo leitor designamos na gíria da gestão a "relação qualidade-preço" ou value for money, ou seja, damos maior valor ao preço pago, beneficiámos de um conjunto de características que valorizamos e por isso estamos dispostos a pagar mais.

É isto que se está a passar maioritariamente no mercado, independentemente da categoria de consumo, o consumidor privilegia o "valor" do que paga e a qualidade do que paga. 

No primeiro caso, o "valor" (value for money) reveste-se de diversas formas em função do que compramos, na oferta de vantagens em acordos/parcerias, condições de contratação, quantidade/preço, segurança, etc. No que respeita à qualidade, o consumidor espera, dependendo do que está em causa comprar, a eficácia, qualidade do material e testes/avaliações que comprovam os seus benefícios. Resumindo o preço por si só não basta se à marca não for associada qualidade reconhecida.

Por outro lado, há aspetos que têm vindo a adquirir maior relevância para os consumidores, como o "foco no cliente", que em algumas categorias são traduzidos no apoio ao cliente, na clareza de informação, no conhecimento técnico. 

Outro dos pontos de destaque é o da "conveniência" que agrega aspetos, em loja, como a atmosfera agradável, facilidade de acesso, horários e localização.

E as promoções surgem no estudo? Sim, mas aqui não apenas como referência ao preço mais baixo e a amostras, mas na forma da procura de novidades, novos lançamentos e associadas a campanhas de fidelização. Já agora, caro leitor, a sua escolha no restaurante foi o prato de oito, com o qual se deliciou, certo? É a escolha do consumidor!



Euribor sobe a 3 meses, mantém-se a 6 e 12 e desce a 9 meses

As taxas Euribor subiam hoje a três meses, mantinham-se a seis e 12 meses e desciam a 9 meses, face aos valores de quarta-feira.

Por Lusa
in "Noticias ao Minuto", 31.ago.2017

Euribor sobe a 3 meses, mantém-se a 6 e 12 e desce a 9 meses © iStock


A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, subiu hoje para -0,329%, embora acima do atual mínimo de sempre, de -0,332% fixado em 10 de abril.

No prazo dos seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de novembro de 2015, estabilizou nos -0,273% de quarta-feira.

Trata-se da quarta sessão consecutiva em que a taxa Euribor, neste prazo, se mantém inalterada, sendo que o atual mínimo de sempre a seis meses, de -0,274%, foi fixado pela primeira vez em 05 de julho.

A nove meses, a Euribor desceu para -0,213%, em relação à véspera, um novo mínimo.

Depois de se ter fixado em valores negativos entre 27 de novembro e 03 de dezembro de 2015 voltou para níveis abaixo de zero em 07 de janeiro de 2016, nos quais se tem mantido.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de fevereiro de 2015, manteve-se hoje em -0,161%.

A Euribor a 12 meses está, no entanto, acima do mínimo de sempre, de -0,163%, atingido pela primeira vez em 23 de junho.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.