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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Alimentos mais frescos e saudáveis? Portugueses criam tecnologia para evitar conservantes químicos

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Óscar Daniel




17.Ago.2017

Agentes antimicrobianos naturais são incorporados nos alimentos, sendo depois embalados e submetidos a condições mínimas de alta pressão e temperatura de refrigeração.


Foto: Manuel de Almeida/ Lusa
Uma tecnologia para conservar os alimentos sem recurso a tratamento térmico nem substâncias químicas foi desenvolvida por investigadores do Porto com o intuito de gerar produtos mais seguros, mantendo a sua frescura e sabor. 

O objectivo é "produzir de alimentos mais frescos e saudáveis, que sejam benignos tanto para a saúde como para o ambiente", disse à agência Lusa o investigador Norton Komora, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica, do Porto, uma das entidades responsáveis pelo projecto. 

Para além disso, com este projecto, pretende-se responder "às novas tendências biológicas e ao perfil cada vez mais ‘conscious consumer’ (consumidor consciente) a nível mundial", indicou.
De acordo com o investigador, muitos dos alimentos processados são submetidos a tratamentos com altas temperaturas (alguns acima dos 70 graus centígrados), como a pasteurização, com o propósito de reduzir ou eliminar a carga microbiana potencialmente nociva à saúde dos consumidores, garantindo a sua segurança alimentar. 

No entanto, apesar de a aplicação do calor proporcionar um "alimento seguro", esta tem "um impacto negativo nas características associadas à sua frescura e sabor".
(...)

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