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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Burlas. Saiba identificá-las e reagir aos sinais de alerta


Burlas 



 
por: Maria João Alexandre
 
17.08.2017
 
 
Esquemas em pirâmide, Ponzi e promessas de negócios milionários sem risco são insustentáveis e podem ser denunciados
 
Pesquise a organização 
A primeira coisa a fazer é verificar se o intermediário financeiro está registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e no Banco de Portugal. O dinheiro entregue a entidades não autorizadas não está abrangido pelo Fundo de Garantia de Depósitos e pelo Sistema de Indemnização aos Investidores.
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Pixabay
 
 “Quando a esmola é grande, o pobre desconfia.” Lembre-se deste provérbio se sentir que pode estar a cair em teias fraudulentas. Perante a promessa de rentabilidades fabulosas e sem qualquer risco, desconfie e procure saber tudo sobre onde vai aplicar o seu dinheiro. Uma proposta que reúna segurança, liquidez, ausência de custos e rendimento elevado é boa demais para ser verdade.
 
 Entre os diferentes tipos de fraude financeira que já foram alvo de alerta pelo Banco de Portugal está a contrafação de notas e moedas, a apropriação indevida de dados pessoais, as propostas de operações financeiras por entidades não autorizadas e os esquemas em pirâmide, que, para o Banco de Portugal, são situações em que é prometido um investimento baixo com elevado retorno a curto prazo, muitas vezes associado a uma atividade comercial e a comissões pelo recrutamento de novos membros.
 
Pesquise a organização A primeira coisa a fazer é verificar se o intermediário financeiro está registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e no Banco de Portugal. O dinheiro entregue a entidades não autorizadas não está abrangido pelo Fundo de Garantia de Depósitos e pelo Sistema de Indemnização aos Investidores.  
 
Desconfie dos valores Um dos sinais de alerta dos esquemas em pirâmide e Ponzi é a promessa de rendimentos regulares elevados. Foi o que fez Bernard Madoff, o gestor de fortunas de Wall Street, que oferecia 10% a 12% de retorno anual a novos investidores, quaisquer que fossem as condições de mercado. No final de 2008, incapaz de fazer face aos pedidos de resgate dos seus clientes, admitiu tratar-se de uma mentira. Alguns promotores de esquemas fraudulentos utilizam a abordagem enganosa da multiplicação mágica do capital, com que prometem rendimentos muito superiores à média. Mas, se “a solução” é assim tão boa e isenta de risco porque precisam de gerir o capital alheio? 
 
Disfarce de venda direta 
(...)

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