[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cartão de crédito: como baixar a taxa de juro? (dicas para negociar com o banco)

Ser titular de um cartão de crédito significa ter de pagar custos de comissões e taxas, quase sempre, muito altos. O que provavelmente não saberá é que pode baixar a taxa do seu cartão de crédito, quase para metade. 

"Jornal de Negócios", 30 de Agosto

 


É um daqueles clientes que tem o mesmo cartão de crédito há muitos anos, e nunca alterou as condições que contratou? Esta informação pode ser-lhe particularmente útil para negociar com o seu banco. 

A primeira coisa que deve saber é que desde março deste ano que os juros máximos que os bancos podem cobrar nos cartões de crédito foram revistos em baixa. De acordo com as novas orientações do Banco de Portugal, o limite máximo de juros nos cartões de crédito é agora de 16,7%. Esta é a taxa máxima que um novo cliente paga para ter um cartão de crédito igual ao seu, com a diferença de que paga muitos menos juros. No seu caso a taxa pode, mesmo, chegar a 30%. 

Esta é a informação que lhe interessa para poder ligar para o seu banco e começar a negociar. Os conselhos do Pedro Anderssonespecialista em finanças pessoais, podem ser preciosos. Num trabalho publicado no seu blogue, o jornalista dá o seu próprio exemplo, para mostrar como é possível baixar a taxa de juro do cartão de crédito, sem ter de mudar de banco.

Os conselhos são:

1 – Ligue para o seu banco. Se tem um gestor de conta, fale com ele. Em alternativa, ligue para o apoio ao cliente, ou vá pessoalmente a um balcão.
2 – Informe-se sobre qual é a taxa de juro que está a pagar atualmente pelo seu cartão de crédito. Se a resposta for 20%, 26% ou 30%, à partida já sabe que está a pagar muito mais do que é permitido atualmente.
3 – Pergunte diretamente qual seria o valor a pagar se fosse um novo cliente. Já sabe que a resposta nunca vai ser acima de 16,7% (o novo teto máximo permitido aos bancos), mas pode acontecer que seja mais baixa.
4 – Depois exponha a situação, e peça as mesmas condições de um novo cliente. O jornalista Pedro Andersson usou o argumento válido de ser um cliente fiel, de muitos anos e cumpridor.
5 – A seguir o banco responde-lhe. E cada instituição financeira terá as suas condições. Pode haver bancos que diante da situação, a aceitem, outros possam pedir para avaliar a sua situação em particular, mas é também natural que outros usem a argumentação de que as condições contratadas não podem ser alteradas ‘a meio do jogo’ e de lhe apresentarem essa opção como impossível. Se não lhe for apresentada nenhuma alternativa, e não quiser mesmo continuar a pagar as taxas do antigamente, o conselho do especialista em finanças pessoais é, considere ameaçar rescindir.
6 – Se se mantiver firme na sua opção de rescindir com o seu banco, se este não lhe oferecer as condições mais favoráveis para os novos clientes, provavelmente vão encaminhá-lo para outro Departamento e, se tiver a sorte e a perícia do jornalista Pedro Andersson, baixam-lhe a taxa de juro de imediato.

Com esta informação, um telefonema, algum tempo, paciência e insistência pode conseguir reduzir bastante a taxa do seu cartão de crédito. No limite, essa redução pode ser quase para metade.

 

Sem comentários: