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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Consumo das famílias volta a ser orientado pelo preço

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.
 in "Dinheiro Vivo"
30.ago.2017


Retalhistas associadas a grandes descontos sobem em quota de mercado tal como os hipermercados. Supermercados perdem terrenos. A seguir Medicamentos 11% mais baratos nos hipers do que nas farmácias Mais vistas 3-secluded-spanish-villa-in-los-angeles Imobiliário Estas são as 10 maiores mansões à venda nos Estados Unidos fotografia de capa Fotografia Veja as melhores fotografias tiradas com um iPhone Foto de Jose Mota Turismo Farto de turistas? Prefira antes estes destinos nas próximas férias money carreira 11 coisas que não deve fazer se quiser ficar rico desesperada Trabalho "Neste momento sinto-me uma autêntica escrava" Os portugueses estão a consumir mais mas as compras fazem-se cada vez mais de olhos postos nas etiquetas. Nos primeiros seis meses do ano, as famílias voltaram a apostar nas promoções para a aquisição de bens alimentares, e nos supermercados associados a grandes rebaixas. Além disso, as marcas brancas voltam a encher os carrinhos. Entre janeiro e junho, os portugueses deixaram 8967 milhões de euros em compras de segmento alimentar e não-alimentar. Isto significa um aumento no volume de negócios do retalho de 3,8% face a igual período de 2016, mostra o Barómetro da APED divulgado ontem. Os produtos eletrónicos e eletrodomésticos são os que crescem mais depressa, mas os bens alimentares são os que levam a fatia de leão nas despesas das famílias – 58,4% das compras. Também por isso, os portugueses estão mais conscientes para a qualidade-preço dos produtos. Apostam mais nas marcas de distribuição própria, que já representam 34 em cada 100 produtos adquiridos, e em lojas tradicionalmente conhecidas pelos baixos preços. Os supermercados na categoria discounters foram os segundos retalhistas que mais aumentaram a sua quota de mercado no primeiro semestre deste ano (+0,3 pontos percentuais), logo atrás dos hipermercados cuja variação foi de 0,4 pontos, contrariando a tendência de queda que se tem vindo a assistir. Este tipo de loja com sortido pouco variado, assente em produtos de primeira necessidade, e uma filosofia de discount tem hoje uma quota de mercado de 15,1%, muito em linha ao que se verificava há dez anos (16%) e bem acima dos 4%, por exemplo, de 1995. Os hipermercados (contavam-se 100 em 2015) tinham uma quota de 9,3% no fim do semestre, o mesmo que há um ano. O aumento da atenção ao preço e crescimento das cadeias mais baratas está a contribuir por exemplo, para uma quebra no negócio dos supermercados – lojas com uma área de venda entre 400 m2 e 2500 m2 – que apesar de serem líderes no retalho (49,8%) foram o único segmento a perder quota no arranque deste ano. No final de 2015 havia 1860 supermercados em Portugal entre pequena e grande dimensão. Não é só. As promoções voltaram a ganhar peso nas compras feitas pelas famílias portuguesas. No primeiro semestre deste ano, as vendas em promoção representaram 45,5% das aquisições, um ponto acima do registado há um ano. As marcas de distribuição própria tinham uma quota de 34% no fim de junho. No primeiro semestre deste ano, todas as categorias de produtos aumentaram, com excepção do Bazar Ligeiro, que diz respeito a produtos de bricolage ou artigos para decoração da casa. Mas o que cresceu mais? Bebidas (+10%), Congelados (+5,4%) e bens perecíveis (+4,4%).
 
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