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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Disney acusada de "espiar" crianças em mais de 40 jogos




O processo baseia-se na possibilidade de a empresa estar a recolher e a vender dados de utilização das crianças através de um conjunto de aplicações. A Disney assegura tratar-se de um mal entendido.
A Walt Disney Company está a ser acusada em tribunal de violar as leis de proteção de privacidade. A ação judicial, movida no estado norte-americano da Califórnia, é fundamentada por, ao que parece, a empresa recolher e vender informação pessoal de crianças através de 42 aplicações de jogos, sem o necessário consentimento dos pais.

Além da Disney, outras três empresas - Upsight, Unity e Kochava - são também alvo desta ação judicial por terem desenvolvido as aplicações em causa. A indicação é de que os jogos contêm software de tracking e de recolha de informação pessoal e de comportamentos online.

Amanda Rushing, a mulher responsável por iniciar o processo, diz que não sabia "que estavam a recolher informações sobre o comportamento da minha criança enquanto ela jogava Disney Princess Palace Pets, e que a informação era, depois, vendida a terceiros com fins publicitários".
A acusação de que a Disney está a ser alvo é a de violar o Ato de Proteção da Privacidade das Crianças Online (Children’s Online Privacy Protection Act - COPPA), aprovado em 1999 pelo Congresso a fim de proteger as crianças abaixo dos 13 anos quando estivessem ligadas à grande rede. Este diploma requer que os pais tenham conhecimento quanto à recolha de informação de crianças com menos de 13 anos antes de esta ser efetuada. A COPPA sofreu alterações em 2003 e passou a incluir a geolocalização e os endereços IP nos dados que não podem ser recolhidos sem autorização prévia.
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