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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Facebook caça notícias falsas. A partir de agora vai haver sanções económicas


in "Rádio Renascença", 31 ago, 2017 


Quando forem identificadas muitas notícias falsas lançadas pelo mesmo site será bloqueado o acesso à publicidade. É mais um passo do gigante social para evitar as “fake news”.


 
Foto: Gian Ehrenzeller/EPA


O Facebook anunciou a penalização de sites que espalhem notícias falsas. A identificação desse tipo de notícias é feito com recurso a organizações independentes, especializadas capazes na verificação dos factos veiculados. 

De acordo com o comunicado do gigante das redes sociais, a publicação repetida de histórias falsas fará com que o site fique impedido de fazer publicidade ganhar dinheiro com anúncios. 

“No último ano, temos tomado várias medidas para reduzir o número de notícias falsas e farsas no Facebook. Actualmente, não permitimos que os anunciantes publiquem ‘links’ a histórias que tenham sido identificadas como falsas por organizações de verificação de factos. Damos agora um passo em frente: se houver sites que, repetidamente, partilharem histórias assinaladas como falsas deixarão de poder anunciar no Facebook”, anunciou a empresa de Mark Zuckerberg. 

De acordo com um relatório do Reuters Institute Digital, dedicado ao jornalismo online, dois terços dos utilizadores do Facebook usam a rede para ter acesso a informação. 

Depois das eleições norte-americanas, em 2016, que deram a vitória a Donald Trump, a rede social ficou submetida a um maior escrutínio e tem introduzido, desde então, medidas para combater as chamadas “fake news”, que tanta fama alcançaram com o novo inquilino da Casa Branca. 

“As falsas notícias são prejudiciais à nossa comunidade. Torna o mundo menos informado e cria desconfiança. No Facebook, estamos a trabalhar para combater o alastramento deste tipo de notícias em três áreas chave: incentivos económicos, criação de novos produtos e ajudar na tomada de decisões informadas”, refere ainda o comunicado assinado pelos gestores de produto Satwik Shukla e Tessa Lyons.
 

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