[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Faturas exorbitantes de restaurante em Lisboa causam revolta

Global Media
por: SALOMÉ FILIPE

Lisboa 

Uma mista de marisco para duas pessoas custa 250 euros, no "Made in Correeiros". Clientes dizem-se enganados.

1 / 3
Faturas exorbitantes de restaurante em Lisboa causam revolta

Os preços exorbitantes praticados por um restaurante da Baixa lisboeta estão a deixar revoltados os consumidores, na sua maioria turistas. E, consequentemente, a indignação espalhou-se nas redes sociais, com a partilha viral de fotografias de faturas que ascendem a 700 euros. No restaurante Made in Correeiros, outrora "Portugal no Prato", uma mista de marisco, para duas pessoas, custa 250 euros e uma "dourada com camarão" 140. Os clientes dizem-se "enganados" e, em várias plataformas na Internet, há dezenas de comentários a denunciar o caso.

"Abordam na rua, oferecendo comida a um preço razoável (entre 8 e 15 euros), e logo colocam milhões de extras e oferecem pratos para comer entre amigos a preços absurdos (140 euros). Tive de negociar durante 15 minutos para poder saber o preço real de tudo", pode ler-se num comentário, na plataforma TripAdvisor, escrito por um alegado cliente do "Made in Correeiros". E como esse, há muitos. Esta quarta-feira, em 547 avaliações feitas, naquele site, 91% das pessoas classificavam o restaurante como "terrível".

"Obrigados a indicar o preço"

Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC) assegura que, de acordo com a lei 24/96, artigo 8.º, "é do fornecedor a obrigação de mostrar o preço", mesmo que o consumidor não o solicite. Além disso, "tem de haver, de modo claro e transparente, a indicação dos preços" e os mesmos "têm de estar em local visível, eventualmente no exterior". O restaurante é também obrigado a facultar a ementa aos clientes, na qual tem de constar o preçário. Nas situações denunciadas, sobre o "Made in Correeiros", Mário Frota assegura que pode estar em causa uma contraordenação (sujeita a coimas), no caso dos "couverts". "Se o cliente não o pedir, ainda que coma, não tem de pagar", diz. E, ainda, um eventual "crime de especulação", apenas "se estiverem a ser praticados preços superiores aos que estão na ementa".

Dezenas de denúncias

À porta do estabelecimento comercial não há preçários. E, lá dentro, de acordo com vários depoimentos, nem sempre a ementa é mostrada aos clientes.(...)

Sem comentários: