[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Ghosn cumpre promessa. Renault-Nissan já é n.º 1

Vendas

Autor:
Francisco António

"Prometido é devido", já lá diz o ditado. Sendo que foi isso mesmo que fez Carlos Ghosn, que acaba de cumprir a promessa de tornar a Aliança Renault-Nissan o maior construtor automóvel mundial.

Numa altura em que os principais construtores automóveis mundiais divulgam os respectivos números relativos à primeira metade de 2017, a aliança franco-nipónica Renault-Nissan é quem tem mais motivos para comemorar, especialmente depois de assumir igualmente o controlo da Mitsubishi. Depois de do seu CEO, Carlos Ghosn, ter anunciado que o grupo estaria na liderança da classificação dos maiores fabricantes mundiais até ao final do presente ano, os números agora divulgados não só vêm dão razão ao gestor, como fazem-no antecipadamente: apesar de 2017 ainda não ter terminado, a Aliança Renault-Nissan é já o maior construtor automóvel mundial, com um total de 5,2 milhões de carros transaccionados em todo o mundo, entre Janeiro e Junho.

Segundo os últimos dados, a Aliança alcançou um crescimento de 7% nas vendas, durante a primeira metade de 2017, graças não só a uma excelente performance da Nissan no Japão, como também aos óptimos resultados da Renault em África e na Ásia.

Com a subida da Renault-Nissan ao topo da classificação, o anterior líder, o grupo alemão Volkswagen, surge agora no 2º lugar, com um crescimento nas vendas de apenas 0,4%. E, ainda assim, sobretudo por via das excelentes performances da espanhola Seat e, especialmente, da britânica Bentley. No primeiro caso, com uma subida de 13,7% na venda de carros novos, ao passo que, no segundo, graças um crescimento de 30,6%. Isto, enquanto a Volkswagen subiu só 0,3% e as vendas da Audi caíram 4,7%.

Em termos de mercados, o Grupo Volkswagen não escapou a uma queda de 1,4% no mercado interno, durante a primeira metade de 2017, descida que foi atenuada por uma bem melhor prestação nos mercados asiáticos.
(...)
Mais sobre:  Vendas, Mercado, Auto

Sem comentários: