[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Governo diz que remuneração dos médicos aumentou entre 15% e 20%





Sindicatos reagem mal a proposta do Governo que passa por ter médicos com mais de 55 anos a fazer urgências. “Isto é ultrajante. Nunca um governo tinha ido tão longe numa atitude de confrontação”, diz FNAM.


O Governo não está disposto a abrir os cordões à bolsa para responder às reivindicações dos médicos e a contraproposta que apresentou aos sindicatos esta semana fez com que as negociações, que se arrastam há um ano e meio, voltassem praticamente à estaca zero.


Resultado: além de ameaçarem com uma nova greve, os dirigentes sindicais vergastaram o ministro da Saúde com duras críticas. Os médicos fizeram greve em 10 e 11 de Maio.


No documento negocial, o Governo propõe que os profissionais com mais de 55 anos passem a fazer urgências. Diz que as remunerações dos médicos aumentaram entre 15% e 20% nos dois anos desta legislatura, um crescimento sem paralelo noutro grupo profissional da Administração Pública. E que, entre 2014 e 2017, o número de médicos especialistas aumentou 8,1% (1339) e o de enfermeiros, 9,4% (3477).

O que deixou os dirigentes das duas estruturas — o Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos — à beira de um ataque de nervos foi aquilo que designam como “manipulação e demagogia” nos dados avançados neste documento e sobretudo a proposta de pôr os médicos mais velhos a fazer urgências.

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