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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Portugueses criam sensores para detetar gases nocivos e controlar qualidade do ar

SAPO Lifestyle 
31.ago.2017

Investigadores do Porto estão a desenvolver sensores óticos para detetar gases nocivos e explosivos e controlar a qualidade do ar nas indústrias, casas e escritórios, de forma a prevenir a incidência de doenças cardiopulmonares crónicas, como a asma.  

 
créditos: Pixabay


Os sensores óticos são ferramentas analíticas "particularmente atrativas", que permitem a deteção e quantificação de substâncias específicas, em tempo real e com alta sensibilidade, mesmo quando presentes em misturas complexas, disse à Lusa a investigadora Ana Silva, da REQUIMTE - Rede de Química e Tecnologia, laboratório que resulta de uma parceria entre a Universidade do Porto e a Universidade Nova, de Lisboa.

No entanto, segundo indicou, a maioria dos detetores disponíveis responde indiscriminadamente a várias substâncias, estando sujeitos a problemas de calibração e baixa durabilidade, sendo "urgente" o desenvolvimento de novos materiais seletivos e viáveis para a deteção de substâncias específicas.

Para contornar essa questão, os investigadores envolvidos neste projeto estão a criar sensores óticos, a partir de materiais novos e outros já existentes, dotados de propriedades óticas que respondam à presença de substâncias específicas, através da alteração da sua cor.

Acoplados a computador

Depois de integrados num dispositivo portátil, esses sensores podem ser utilizados como sistemas de aviso e alerta à presença de gases nocivos, vapores químicos e explosivos, explicou Ana Silva, que faz também parte do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

De acordo com a investigadora, vários estudos realizados demonstraram que a poluição do ar está muitas vezes relacionada com doenças cardiopulmonares crónicas problemas de demência, sendo, por isso, necessário controlar a sua qualidade.

 

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