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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SPPCV alerta: acidentes rodoviários continuam a ser principal causa de lesão na coluna


07-08-2017
Saúde
Imagem Desdobramento

Estima-se que mais de 35% dos acidentes rodoviários originam lesões na coluna cervical, todos os anos, sendo mesmo a principal causa deste tipo de lesões. Neste contexto, a Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) pede especial atenção aos condutores, no período de férias de verão.
“As lesões na coluna cervical são muito frequentes nos acidentes de viação e as suas consequências podem variar desde dores passageiras de causa traumática muscular a situações mais graves como a paralisia nos membros”, começa por explicar Manuel Tavares de Matos, presidente da SPPCV. Assim, o especialista garante que a prevenção “é o fator mais importante” para evitar estas consequências e apela aos “cuidados redobrados” em período de férias em que as viagens são mais longas. “Os sintomas podem ser imediatos ou aparecer após o embate, pelo que é preciso ter em atenção aos primeiros sinais para avaliar a gravidade da situação”, explica o ortopedista.

A SPPCV esclarece que os sintomas de lesão na coluna incluem: 
• dor e rigidez no pescoço, ombros e costas, eventualmente irradiada para os membros
• náuseas, cefaleias ou tonturas; 
• alterações da sensibilidade como formigueiros, dormência, diminuição da força nos braços ou pernas; 
• estado de consciência alterado
• dificuldades respiratórias e de concentração;
• perda de controle da bexiga e intestinos;

Para proteger a coluna durante as viagens de carro os especialistas recomendam que se sente de forma correta mantendo a coluna totalmente apoiada no banco, com o apoio da cabeça colocado a altura correta; use sempre o cinto de segurança e faça pausas frequentes, por exemplo a cada duas horas. “Além destas precauções é importante que não ingira bebidas alcoólicas; não utilize o telemóvel enquanto conduz; não exceda a velocidade permitida; mantenha a distância de segurança e não conduza em situações de fadiga (se dormiu pouco por exemplo) ou se está a tomar medicamentos que podem causar sonolência”, alerta a SPCCV em comunicado de imprensa.
 
 

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