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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um em cada três casos de demência poderia ser evitado



Estima-se que existem cerca de 47 milhões de pessoas com demência, em todo o mundo. Mas este número pode subir para 131 milhões de pessoas, até 2050, se nada for feito para atuar e melhorar a saúde do cérebro, adianta psiquiatra. 
 
créditos: Pixabay
 
De acordo com um estudo publicado recentemente na revista médica "Lancet" existem nove fatores que contribuem para o risco de demência: perda de audição na meia idade, falta de investimento na educação ao longo da vida, fumar, não procurar tratamento precoce para a depressão, inatividade física, isolamento social, pressão arterial alta, obesidade e diabetes tipo 2.

Os investigadores concluíram que fazer algumas mudanças positivas nesses fatores de risco, como redução do tabagismo, manutenção do envolvimento social e prática de exercício físico, pode ter o potencial de atrasar ou prevenir um terço dos casos de demência.


"Os sintomas iniciais de demência incluem perda de memória frequente e progressiva; confusão; alterações da personalidade; apatia e isolamento; e perda de capacidade para a execução das tarefas diárias. Com o agravamento da doença verifica-se agitação, comportamento motor aberrante, ansiedade, exaltação, irritabilidade, depressão, delírios, alucinações e alterações do sono ou do apetite, explica Joaquim Cerejeira, psiquiatra e presidente da Associação Cérebro & Mente.

O estudo recomenda ainda que as pessoas que sofrem de demência devem receber cuidados de saúde individualizados, adaptados às suas necessidades, preferências e prioridades individuais e culturais. E alerta que se deve intervir também junto dos cuidadores familiares que estão em alto risco de depressão.
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