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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Alimentação. A era da (des)informação alimentar

por: Marta Reis e Tatiana Costa
 22/09/2017

 Nos últimos anos, vários documentários têm vindo a questionar o que sabemos sobre a alimentação e saúde e a levar milhares a adotar novos estilos de vida. O mais recente é “What the Health”, que compara o potencial cancerígeno de salsichas e bacon aos cigarros e ao amianto. O i reuniu as informações mais polémicas e confronta-as com o que diz a ciência e o que pensa quem trabalha na área da nutrição









 
 
Quanto mais sabemos, menos sabemos. É este o estado de espírito depois de se passar em revista os últimos documentários sobre alimentação disponíveis online e em plataformas como a Netflix. 

Em “What the Health”, filme que se estreou este ano, alega-se que não é o excesso de açúcar a causar a diabetes tipo 2, mas sobretudo a obesidade. Outra imagem provocadora mostra uma mãe a servir cigarros aos filhos ao pequeno-almoço. E, neste caso, não é exagero. Desde 2015 que a Organização Mundial da Saúde declarou a carne processada cancerígena, colocando bacon ou salsichas na mesma categoria do tabaco, amianto ou plutónio. E as carnes vermelhas também estão sob suspeita, no mesmo patamar que o herbicida glifosato. Por falar em pesticidas, são outro agente diabolizado pelos documentários e, de acordo com uma análise recente da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, é possível detetar vestígios em 97% dos alimentos à venda na Europa, ainda que, na maioria das vezes, dentro dos limites legais. Uvas de mesa e brócolos eram, em 2015, os produtos hortícolas com mais valores acima da média. Se, à partida, os produtos à venda serão seguros, estudos recentes têm alertado para que a diminuição da fertilidade masculina pode estar associada à exposição a pesticidas.
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