[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

CGD, BCP e Novo Banco arrancam com plataforma do malparado




Banca

Bancos já formalizaram o memorando de entendimento para criar a plataforma que irá gerir o crédito malparado de forma coordenada.

Foto:  Governo e Banco de Portugal apadrinham solução para o malparado. 
Nuno Ferreira Santos



A Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o Novo Banco assinaram esta quinta-feira o memorando de entendimento para criar a plataforma de gestão do crédito malparado que vai gerir dívidas a cada instituição acima de cinco milhões de euros contraídas por empresas, com níveis de endividamento insustentáveis, mas consideradas economicamente viáveis.  

Numa nota emitida esta quinta-feira a meio da tarde, os três subscritores do memorando explicam que “numa fase inicial, a plataforma irá gerir créditos cujo valor nominal agregado sobre cada devedor elegível seja, por regra, não inferior a cinco milhões de euros”, ainda que os activos problemáticos permaneçam “no balanço dos bancos”. O ex-consultor da Deloitte, José Manuel Correia, irá liderar o projecto que assumirá a forma de um agrupamento complementar de empresas. A sua equipa de gestão vai integrar “representantes das entidades financeiras envolvidas e por membros independentes, a nomear”. 

A plataforma é aberta e de adesão voluntária e vai “permitir que outras instituições de crédito ou sociedades financeiras, credoras de devedores comuns aos demais membros, possam, no futuro, associar-se-lhe voluntariamente.” Mas as dívidas terão de ser de empresas com níveis de endividamento descontrolados, mas que os credores consideraram, por alguma razão, economicamente viáveis. 

Por outro lado, o plano garante que haja alinhamento de incentivos e de processos de decisão, para impedir que uma empresa que seja financiada pelos três bancos, ainda que em condições distintas, acabe alvo de orientações distintas. Ou seja: evita que um credor mande executar o cliente, enquanto o outro considera que deve ser ajudado. 

Sem comentários: