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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Compra da TVI pelo Meo pode “criar entraves significativos à concorrência”


ANACOM

 por: Ana Marcela
 
19.09.2017

 
 
Regulador das telecomunicações já entregou parecer sobre a operação à Autoridade da Concorrência 
 
 A administradora delegada da Media Capital, Rosa Cullell (E), acomapnhada pelo CEO da Altice Media, Alain Weill (2-E), do CEO do Grupo Altice, Michel Combes (2-D), e do Chairman e CEO da Portugal Telecom, Paulo Neves (D), fala durante uma conferência de imprensa sobre a compra da Altice sobre o grupo Media Capital,.
Fotografia: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
 
A Anacom já deu o seu parecer sobre a compra do grupo Media Capital pelo Meo e considerou que a operação “é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva nos vários mercados de comunicações eletrónicas, com prejuízo em última instância para o consumidor final, pelo que não deverá ter lugar nos termos em que foi proposta”. Falta ainda conhecer o parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que tem parecer vinculativo nesta operação.

O regulador das telecomunicações é um dos organismos que tem de dar o seu parecer à Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a operação de mais de 440 milhões de euros, que implica a compra pelo Meo de 100% do capital da Media Capital, grupo controlado pela Prisa e donos da TVI.
 
“A aquisição pela Meo do controlo exclusivo da Media Capital, nos termos notificados à Autoridade da Concorrência, traduz-se numa integração vertical completa da cadeia de valor. Internaliza no mesmo grupo as relações comerciais entre a produção de conteúdos, o fornecimento grossista de canais de TV e de rádio, a publicidade e a distribuição do serviço de televisão”, refere a Anacom em comunicado enviado às redações. 
 
 No âmbito desta operação ativos como a Plural, “a principal produtora de conteúdos televisivos em Portugal; o canal TVI, líder de audiências e principal espaço publicitário televisivo” juntam-se ao Meo, “operador de telecomunicações líder em vários mercados de comunicações eletrónicas (com quotas de mercado acima dos 40%)”, bem como os portais Sapo e a IOL, “principais portais de Internet”, descreve o regulador.
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