[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Compras online sim, mas sem riscos



É simples, rápido e muito eficaz fazer uma compra na internet ou um pagamento online. 

Mas também existem riscos. Há que estar atento e fazer sempre uso das boas práticas.

 

Maria (nome fictício) tinha acabado de fazer uma transferência online, comodamente na sua casa, em Lisboa, quando foi surpreendida por um pagamento com o seu cartão de crédito em Nova Orleães, nos Estados Unidos da América. O cartão tinha sido clonado. António (nome fictício) recebeu um e-mail que lhe indicava uma transferência bancária, mas ao clicar no link o seu computador foi infetado com um vírus que lhe danificou diversos ficheiros.

Estes casos são exemplos reais dos riscos da utilização de terminais eletrónicos e digitais, nomeadamente quando está envolvida a gestão bancária ou o uso dos cartões em pagamentos online. As vulnerabilidades existem e podem surgir facilmente com o uso de redes wi-fi públicas, métodos de autenticação débeis, instalação de apps infetadas com malware, a falta de instalação de antivírus. Como muitos dos riscos decorrem da adoção de más práticas, a prevenção tem mesmo de ser a palavra de ordem.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2016, as burlas informáticas cresceram mais 7,9% face ao ano anterior, um indicativo que sensibiliza as plataformas bancárias para tipo de transações. Os bancos têm feito um investimento considerável na sensibilização para este problema e consideram-no crítico para o seu negócio.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD), um dos de maior dimensão no sistema nacional, pauta-se por uma comunicação permanente relativa à utilização segura dos serviços de pagamento através da internet. Ponto assente é a mensagem que deixa imediatamente quando acedemos aos serviços de internet banking: “Desconfie de outros formatos de comunicação, mesmo que sejam referenciados como sendo da CGD. A Caixa não envia mensagens aos seus clientes a solicitar dados pessoais ou outra informação confidencial”. É, aliás, o próprio Banco que apela à importância de se adotarem boas práticas no uso de dispositivos eletrónicos – desktop ou móveis -, uma vez que o risco efetivo de fazer compras ou pagamentos online começa muito antes da intenção de concretizá-las. Este cuidado deve ser quotidiano e regular, como se explica aqui.

A par destes cuidados no seu dia a dia, existem também mecanismos que conferem segurança acrescida às suas compras e pagamentos online, como é o caso do MB NET e do 3DSecure.

Obter segurança acrescida nas compras online

A Caixa Geral de Depósitos apela à utilização de serviços como o MB Net e o 3DSecure que, atualmente, é obrigatório. Os bancos exigem-no para salvaguardar os clientes. No entanto, muitas pessoas desconhecem-no quando confrontados com a impossibilidade de concluir as suas operações.

No caso do MB Net, falamos de um serviço gratuito para criação de cartões virtuais, a partir de um cartão bancário(débito, de crédito ou pré-pago) MasterCard ou Visa, e que serve o utilizador com um determinado montante a especificar. Os dados do cartão bancário reais nunca são disponibilizados ao comerciante, o que reforça a segurança de cada operação. No caso do 3D Secure, trata-se de um serviço gratuito de pagamentos online, compatível com os cartões das redes Visa e Mastercard,e que passa pela introdução de um código numérico enviado para o titular do cartão via SMS, por cada compra.

A CGD reforça que pode aderir a qualquer um destes mecanismos de segurança através do serviço de Internet Banking e, no caso do MB Net, há ainda atualmente a possibilidade de o fazer numa caixa Multibanco.


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