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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

É mais difícil subir na vida em Portugal do que no resto da UE

 in "Jornal Económico"
07.set.2017


Quanto maior é a escolaridade do pai, maior é o rendimento familiar do filho, conclui o estudo 'Mobilidade Social em Portugal'. No entanto esta tendência tem vindo a diminuir nos últimos anos.


 
Cristina Bernardo


Em Portugal é mais difícil subir na vida do que no resto da União Europeia (UE), escreve hoje o jornal Público, que cita um estudo sobre mobilidade social, divulgado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. 

O estudo conclui que a mobilidade social entre pais e filhos é menor em Portugal, sendo que as principais determinantes da posição social são o apelido familiar, a escolaridade e a profissão dos pais, ou seja, o “berço”. 

Na UE, a percentagem de variação no rendimento dos filhos relativamente à escolaridade dos pais fica nos 1,9%, em Portugal esse valor chega aos 5,4%.

De mesmo modo, a percentagem de variação no rendimento dos filhos que é explicada pela profissão dos pais é de 9,4%, bem acima dos 2,1% da UE.

Principalmente a partir da década de 1970 o fator família perdeu algum peso, principalmente por causa da “generalização do acesso à escola, adiantou ao Público a investigadora Teresa Bago d’Uva, coordenadora do estudo.

Para a investigadora, “o estatuto socioeconómico do pai, medido através da sua escolaridade e profissão” pensam no estatuto social dos filhos, principalmente na geração entre 1970 e 1985.

 
 

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