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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

“Os problemas de Portugal não acabaram. Estão piores”, avisa Commerzbank


Commerzbank

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Economista do Commerzbank diz que o Governo português está a tornar a economia menos competitiva e está a fazer regressar o país "à tendência pouco saudável de antes da crise".
MARTIN GERTEN/EPA

Portugal deve continuar a viver com boas notícias nos próximos tempos, “mas seria um erro fingir que o país encontrou uma solução duradoura para os seus problemas“. O aviso é de um economista do Commerzbank, em nota enviada aos investidores, que alerta que “só graças à política de juros baixos do BCE é que são suportáveis os custos da dívida pública e privada”. Quando, finalmente, as taxas de juro subirem, Portugal caminha para ser “um dos países que mais vão sofrer com isso”, porque “a competitividade ganha nos últimos anos já está a ser prejudicada pelas políticas” de um Governo que está a fazer com que Portugal esteja a “voltar à tendência pouco saudável que só foi interrompida momentaneamente pela crise financeira“.

A nota foi enviada pelo economista Ralph Solveen, do Commerzbank, aos clientes deste que é um dos bancos mais influentes no mercado de dívida europeu. O economista faz um ponto de situação sobre Portugal, dias após a saída de lixo do rating da S&P, e coloca em causa que tudo esteja a correr bem, se se pensar no médio e longo prazo.

 No curto prazo, a expectativa é que, com a economia europeia e global em fase de expansão e juros baixos na zona euro, “o crescimento robusto deve continuar nos próximos trimestres” (2,5% em 2017 e 2% em 2018, prevê o banco alemão).

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