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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Tarifa regulada de eletricidade regressa para todos. Vale a pena?

 
por: David Almas

 25.Setembro.2017


Quem aderiu ao mercado livre de eletricidade poderá, em breve, mudar para a tarifa regulada. 
Não pense nisso: nunca é a opção mais barata. 
Em vez disso, descubra o fornecedor mais económico para si.
Em pouco mais de cinco anos, quatro em cada cinco famílias transitou as suas faturas de eletricidade da tarifa regulada para o mercado livre. O ritmo de adesão abrandou, mas, mesmo assim, 127 mil clientes de baixa tensão normal — segmentos residenciais e de microempresas — mudaram para o sistema liberalizado no primeiro semestre de 2017.

A oferta para clientes domésticos também cresceu: há, agora, 18 comercializadores no mercado livre. Só os consumidores das regiões autónomas não têm opção: a Electricidade dos Açores e a Empresa de Electricidade da Madeira são os únicos operadores.

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Qual a diferença entre mercado regulado e livre?

No mercado regulado, os preços de venda de eletricidade e de gás natural para os consumidores finais são fixados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. O cliente não tem qualquer poder de escolha.

No mercado livre de energia, existe um sistema concorrencial; os consumidores têm liberdade de escolha e os fornecedores têm preços diferenciados.
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Em breve, o número de alternativas voltará a aumentar. Até agora, depois de aderirem ao mercado liberalizado, os consumidores não podiam regressar ao mercado regulado. Todavia, o Governo deverá regulamentar como os clientes poderão adotar um regime equiparado ao mercado regulado até aos finais do próximo mês de outubro.

“O consumidor pode regressar ao regime de tarifa regulada, precisamente aquela onde se tem conseguido agora — e onde se deverá conseguir mais e melhor no futuro — conter aumentos e potenciar reduções de preços na energia”, explicou Bruno Dias, um dos onze deputados do PCP que assinou a proposta de lei, no Parlamento em junho passado. A lei foi aprovada com os votos contra do CDS e do PSD.
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