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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Bancos falidos vão custar mil milhões ao Estado em 2018

ECO
20-10-2017

Somadas, as despesas do Estado em 2018 com as falências dos bancos BPN, BES e Banif ultrapassará os mil milhões, um aumento de 34% em relação a 2017. 

A despesa com as falências do BPN, BES e Banif previstas no OE2018 supera largamente o custo do descongelamento de carreiras. Os bancos vão pesar mais de mil milhões nas contas do Estado, enquanto as regalias devolvidas aos funcionários públicos estão orçamentadas em 211 milhões.

O BPN requer 641 milhões, o Banif necessita de 372 milhões e o antigo BES mais 3,6 milhões. Destaque para o aumento da despesa do BES, que sobe 194%. Banif pesa mais 90% e o BPN 14%. Juntos, gastam mais de mil milhões ao Estados, um aumento de 34% em relação aos 759 milhões de euros concedidos em 2017, observa o Dinheiro Vivo.

São ao todo 12 os veículos tóxicos que estão a cargo do Ministério das Finanças. A maioria concentra-se nas três sociedades que gerem os ativos do BPN. O BES deixou ao Estado cinco veículos financeiros e o Banif quatro sociedades-veículos.

O que faz disparar a despesa?

Sim, existe receita, mas o resultado final é geralmente o prejuízo. As despesas crescentes, no caso do Banif, estão relacionadas com um aumento de 80% na dotação de despesa da Oitante, a dona de ativos que o Santander não comprou. Os custos da Banif Imobiliária, que é parte da Oitante, subiram 145%. E finalmente os encargos com a WIL — Projetos Turísticos dispararam 3.000%.

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