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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Frente Cívica acusa CGD de destinar donativos dos incêndios a hospitais


Autor:
Agência Lusa
 
 


A associação Frente Cívica acusa a Caixa Geral de Depósitos de redirecionar donativos recebidos para equipar hospitais e não para os fins anunciados. Banco diz que gestão é da Fundação Gulbenkian 
 
PAULO CUNHA/LUSA
A associação Frente Cívica acusou a Caixa Geral de Depósitos de redirecionar donativos recebidos pelos incêndios para equipar hospitais e não para os fins anunciados, mas o banco diz que a gestão dos fundos coube à Fundação Gulbenkian.

Em comunicado enviado esta segunda-feira às redações, a associação — que tem como co-fundadores o ex-candidato presidencial Paulo Morais; o presidente da Associação Portuguesa do Direito do Consumo, Mário Frota, e Teresa Serrenho, sócia-fundadora da Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes — indica que “a conta-solidariedade aberta pela CGD angariou, até 15 de Julho” 2 milhões e 651 mil euros por motivo dos incêndios de Pedrogão Grande.

De acordo com a Frente Cívica, a Caixa “definiu como destino dos donativos” quatro prioridades: “a reconstrução e reabilitação das primeiras habitações”; “a reconstrução ou reabilitação de anexos agrícolas”; “a recuperação dos meios de subsistência das famílias mais gravemente afetadas e “o apoio às associações de apicultores com alimentação sólida para as abelhas”.

Esta é a informação – incluindo as quatro prioridades – que consta na informação na página da Caixa Geral de Depósitos, datada de 11 de outubro. A Frente Cívica, que reconhece que “os donativos (…) foram repassados à Fundação Calouste Gulbenkian para que esta gerisse as verbas”, diz agora que o banco “instruiu” a Fundação para que esta desse outro fim a parte desse montante.

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