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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Consumidores arriscam-se a pagar mudança de imagem da EDP


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A Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos (ERSE) já aprovou o novo regulamento de relações comerciais do sector eléctrico, que obrigará a EDP Serviço Universal e a EDP Distribuição a fazerem alterações radicais de imagem. Vão mudar os nomes e os logotipos destas empresas reguladas, mas também os fatos de trabalho e cartões de identificação dos trabalhadores, os formulários, os folhetos informativos e a identificação de equipamentos e viaturas. Tudo para que, no final, não existam “elementos comuns” entre as empresas do grupo EDP.

É um processo complexo, mas necessário, segundo a ERSE, para introduzir “condições de igualdade de tratamento e de oportunidades, transparência e equidade” num mercado onde a EDP Comercial (braço do grupo EDP para a actividade liberalizada) tem mais de quatro milhões de clientes. A questão que se coloca é a de saber quem pagará esta conta, que se prevê avultada; se as empresas, se os consumidores, ou ambos.
Em resposta a questões enviadas pelo PÚBLICO, a entidade reguladora liderada por Cristina Portugal considera que, “não havendo ainda proposta [de alteração de imagem], nem avaliação da mesma pela ERSE, é prematuro falar-se de custos com o cumprimento da obrigação da separação da imagem”. Assim que o regulamento for publicado em Diário da República, as empresas terão 90 dias para apresentar uma proposta de alteração de imagem, para que a ERSE avalie se cumpre todos os requisitos e “não se confunde com a identidade gráfica de outras empresas do grupo e/ou da própria cabeça de grupo”. Depois, a entidade reguladora “decidirá o calendário efectivo de implementação das alterações de imagem” das duas empresas.

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