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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

De pais para filhos: a vida melhora em Portugal, mas menos do que na Europa



Em Portugal é menos frequente do que na União Europeia os filhos terem uma condição socioeconómica melhor do que os pais, apesar da tendência ser de aproximação aos valores europeus, revela um estudo hoje divulgado.
O estudo, “Mobilidade Social em Portugal”, da autoria das investigadoras Teresa Bago D’Uva e Marli Fernandes, procurou comparar a mobilidade social em Portugal com a da União Europeia, quer a mobilidade social entre gerações - de pais para filhos, quer a mobilidade social intrageracional - a mobilidade na condição económica de um indivíduo ao longo do tempo.

Em declarações à agência Lusa, Teresa Bago D’Uva apontou que a principal conclusão é a de que, em geral, em Portugal há menos mobilidade social do que na União Europeia. “O que também se observou foi uma tendência para uma melhoria e um aumento da mobilidade social em comparação com a União Europeia, uma aproximação”, apontou a investigadora.

Especificamente em relação à mobilidade entre pais e filhos, o estudo mostrou que é menor tendo em conta a escolaridade dos pais versus a escolaridade e rendimentos dos filhos, bem como a profissão dos pais versus profissão e rendimentos dos filhos.

“O aspeto mais assinalável da evolução da mobilidade ao longo do tempo em Portugal é o que se observa na escolaridade. Entre os nascidos depois de 1970, 41% atinge um nível superior ao do seu pai”, lê-se no estudo.
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