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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

E se a Catalunha tivesse sede em França?

Espanha

 23-10-2017
 
Na Catalunha já se pensa em respostas à activação do artigo 155 - e até há quem defenda a transladação da sede do governo e parlamento regional para Perpignan, em França.
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Vive-se um momento inédito na democracia espanhola. Através do artigo 155º, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, vai pedir ao Senado para dissolver o Parlamento catalão, demitindo o governo regional e antecipando novas eleições. Do lado da Generalitat, já se pensa em respostas à activação desta ferramenta constitucional (conhecida como "bomba atómica") - e até há quem defenda a transladação da sede do governo e parlamento regional para Perpignan, uma localidade francesa e de cultura catalã.

A ideia de passar o Governo catalão para Perpignon é ideia dos parceiros mais radicais da coligação que governa a Generalitat, e que exigem ao Presidente da região, Carles Puidgemont, uma declaração de independência imediata. Esta solução fita escapar à intervenção espanhola de acordo com o artigo 155, que visa dissolver o Parlamento regional.
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Ao The Local, o co-fundador do partido franco-catalão Oui au Pays Catalan (Sim A Um País Catalão), Jean-Luc Pujol, disse que, embora os independentistas dos Pirenéus Orientais sejam "uma minoria", a grande maioria tem "uma grande simpatia pelos catalães" e está "disposta a defender" por uma Catalunha independente. Aliás, no dia 17 de Outubro, quase duas centenas de pessoas protestaram à frente da embaixada espanhola em Perpignan.

"Um grande número de pessoas têm uma grande simpatia pelos catalães e estão dispostas a defender a sua identidade, sem sair do Estado francês", disse Pujol.

Perpignan e a "Catalunha do Norte"
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