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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Engenheiros querem prédios reabilitados com avaliação de risco sísmico

O Ministério do Ambiente “está a trabalhar com o Ministério do Planeamento num diploma que prevê a introdução em Portugal de Eurocódigos Estruturais para o dimensionamento de estruturas de edifícios, incluindo a reabilitação".

Cristina Bernardo
 
Os engenheiros pretendem que os prédios reabilitados tenham avaliação de risco sísmico, uma vez que a maior parte dos edifícios lisboetas não cumpre os critérios de resistência e não vê as suas obras fiscalizadas, alerta a Ordem, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e o Departamento de Engenharia do Instituto Superior Técnico ao Diário de Notícias.

No início deste ano, o Governo já tinha dito que pretendia rever a lei de reabilitação urbana, mas até ao momento não houve novidades, segundo explicou ao matutino a Ordem dos Engenheiros. Em causa está o Regime Jurídico Excecional e Temporário da Reabilitação Urbana (RJETRU, que protege o que existe nos edifícios com mais de 30 anos sem obrigar a reabilitação urbana a respeitar novas regras de construção.

“Ainda não saiu o novo regime e nunca mais fomos ouvidos. (…) Nestes dez meses não voltámos a ter contactos sobre isso. Defendo a avaliação prévia de risco sísmico para estas reabilitações. (…) Para que em caso de catástrofe haja um rosto a culpar”, argumenta ao DN o bastonário dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires.

O Ministério do Ambiente “está a trabalhar com o Ministério do Planeamento num diploma que prevê a introdução em Portugal de Eurocódigos Estruturais para o dimensionamento de estruturas de edifícios, incluindo a reabilitação”, de acordo com o que adiantou ao diário o gabinete de ao João Pedro Matos Fernandes.
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