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terça-feira, 10 de outubro de 2017

FMI exige ao governo mais reformas do mercado de trabalho


OUTLOOK
 
por: Luís Reis Ribeiro 
 
10.10.2017

 
 
Durante o programa de ajustamento, Portugal fez várias reformas, mas FMI diz que é possível ir mais longe na facilitação dos despedimentos.

Christine Lagarde.
Fotografia: REUTERS/Ng Han Guan

Portugal tem um problema de produtividade baixa e por isso tem de fazer mais reformas do mercado de trabalho no sentido de facilitar as contratações e acelerar os despedimentos, insiste o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No novo estudo Panorama Económico Mundial (World Economic Outlook), divulgado nesta terça-feira, onde se analisa a situação de praticamente todos os países do globo, o FMI mantêm as principais projeções para a economia portuguesa (as da missão que vigia o pós-programa de ajustamento, datadas de setembro).

O país deve crescer 2,5% este ano e depois abranda para 2% em 2018. A taxa de desemprego deve aliviar de 9,7% da população ativa em 2017 para 9% no ano que vem.

No entanto, o FMI alerta o governo que é preciso flexibilizar mais o mercado de trabalho de modo a aproveitar ao máximo os recursos humanos existentes, fazendo baixar o desemprego. O desemprego de jovens e o de longa duração continua a ser um problema grave, indicam os últimos dados oficiais.

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