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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Indústria portuguesa de gás natural paga mais 35% do que a média da UE

Um estudo da Autoridade da Concorrência identifica várias "barreiras" à concorrência no mercado de gás natural como a posição dominante da Galp no setor. A Galp garante que os preços praticados estão "em linha com o de outras empresas".


Os consumidores industriais de gás natural em Portugal pagam mais  35% do que a média dos Estados-membros da União Europeia, de acordo com um relatório da Autoridade da Concorrência (AdC), que aponta a posição dominante da Galp como uma das principais “barreiras” à concorrência no setor. A energética liderada pelo Carlos Gomes da Silva rejeita as críticas e garante que os preços praticados estão “em linha com o de outras empresas”, avança o jornal ‘Diário de Notícias’.

“Os grandes consumidores de gás têm preços que estão alinhados com Espanha. Mas chegamos às empresas de média dimensão e as coisas já não são nada iguais, por causa dos custos da rede de distribuição”, explica ao ‘DN’ Jaime Braga, assessor da direção da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) para os assuntos de ambiente e energia.

Jaime Braga afirma que as empresas mais pequenas que “estão a pagar muito mais do que as congéneres espanholas”, o que acarreta impactos graves na competitividade. A mesma visão é defendida pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) que já antes tinha assinalado “problemas de concorrência” no mercado do gás natural, que deram origem ao estudo da AdC.

Reconhecendo que há vários fatores a contribuir para os elevados preços do gás natural, o relatório mostra que o domínio da Galp Energia na importação da matéria-prima e no mercado secundário é um dos fatores com maior influência, aliado ao facto de “alguns operadores abastecerem junto da Galp não importando de forma independente”.
 
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