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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Juros dos depósitos atingem novo mínimo histórico

A taxa de juro média oferecida nas novas aplicações em depósitos a prazo encolheu, em agosto, para 0,24%. Trata-se do nível mais baixo em pelo menos 17 anos.
De mês para mês compensa cada vez menos aos aforradores terem as poupanças em depósitos a prazo. A remuneração deste tipo de aplicações sofreu mais um corte, em agosto, para um novo mínimo histórico, indica o Banco Central Europeu (BCE).

Segundo dados divulgados pela entidade liderada por Mario Draghi, a taxa de juro média oferecida pelos bancos nacionais nas novas aplicações em depósitos a prazo situou-se nos 0,24%. Trata-se do valor mais baixo do histórico do BCE, cujo início remonta a janeiro de 2017. Este valor fica aquém da remuneração média de 0,27% oferecida em julho, que já era também um mínimo.

Juros dos depósitos em novo mínimo

Fonte: BCE | Valores em %

A redução das taxas de juro dos depósitos a prazo está em sintonia com os mínimos históricos das Euribor, que se mantêm em valores negativos. Mas resulta também do desinteresse dos bancos em captarem recursos. A sua prioridade passa agora por maximizarem os seus proveitos pela via do aumento das comissões.

A diminuição da remuneração oferecida pelos bancos atingiu sobretudo as aplicações com maturidades mais longas, enquanto nos novos depósitos até um ano a taxa média ficou estável nos 0,22%. Já no caso dos depósitos com maturidades acima de um ano, a taxa de juro média recuou dos 0,42% para os 0,32%, de julho para agosto.

Férias ditam maior rombo de sempre nos depósitos
 
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