A Ordem dos Enfermeiros pediu ao Ministério Público para investigar o caso das 2.605 pessoas que morreram quando se encontravam em lista de espera para serem operadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em 2016.
"Julgo ser importante que o Ministério Público apure se existe ou não responsabilidade criminal da tutela, para salvaguarda do SNS e da vida dos portugueses. O tempo da vida não pode ser o tempo da política. E as decisões políticas não são imunes à ação da Justiça”, defende a bastonária da Ordem, Ana Rita Cavaco, numa carta enviada à procuradora‐geral da República.
Esta carta foi igualmente enviada ao Presidente da República e à Assembleia da República, segundo comunicado da Ordem dos Enfermeiros.

A Ordem refere-se à auditoria do Tribunal de Contas (TdC), divulgada na passada terça-feira, sobre o acesso dos utentes ao SNS.
“Não sei se a acusação do TdC, 
 configura um crime, mas entendo que
 deveria haver uma investigação para
 cabal esclarecimento da verdade”,
 prossegue a bastonária.

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