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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Portugal Digital. Compras online valem 5 mil milhões em 2017


ESTUDO

por: Bárbara Silva
 
10.10.2017
 
 
 
O estudo da ACEPI revela que em 2025 as compras online dos portugueses poderão ascender a 8,9 mil milhões.
 
 Potencial de crescimento vai além de 2020
 
 Daqui a oito anos, em 2025, 91% da população portuguesa já terá acesso à internet, muito acima dos 73% de portugueses que em 2017 já utilizam esta ferramenta, de acordo com a edição de 2017 do estudo Economia Digital em Portugal, cujas principais conclusões serão apresentadas hoje na conferência Portugal Digital Summit. Levado a cabo pela Associação da Economia Digital (ACEPI) e o International Data Corporation (IDC), o mesmo estudo, realizado desde 2009 (quando apenas 48% dos portugueses navegava pela internet), mostra que o país tem vindo a aproximar-se das médias europeias e a manter-se acima do resto do mundo.
 
 “Já ultrapassámos dois terços da população com acesso à internet. Esta evolução verificada nos últimos 10 anos é uma consequência direta de uma melhoria nas infraestruturas tecnológicas e de telecomunicações, seja em termos de fibra ótica ou internet móvel. E também da entrada no mercado de trabalho nos últimos anos dos jovens nativos digitais”, explica Alexandre Fonseca. Presidente da ACEPI, em declarações ao Dinheiro Vivo.
 
 A somar ao aumento do número de portugueses online, são também cada vez mais aqueles que fazem compras através de comercio eletrónico: 36% em 2017, contra os 13% registados em 2008 e os 59% projetados para 2025. Em termos de valores, o estudo revela ainda que este ano os portugueses se preparam para comprar quase 5 mil milhões de euros online, uma fatura que poderá subir para os 8,9 mil milhões em 2025. Já as empresas e o Estado, é expectável que gastem 70 mil milhões online em 2017 e 132 mil milhões em meados da próxima década. O presidente da ACEPI fala num “maior nível de confiança” dos portugueses face às compras online, num momento em que mais de 50% das mesmas já são feiras fora de Portugal. A China é o país onde os portugueses compram com mais frequência, diz o estudo, com o eBay, Amazon e AliExpress a surgirem como os sites estrangeiros preferidos.
 
 “Assistimos a uma maior maturidade do comprador português. Há uns anos o tipo de compra era baseado em produtos com maior confiança, como livros por exemplo. Agora é mais vestuário e acessórios de moda [49,6%], o que mostra uma alteração profunda do comportamento. A próxima tendência será a área alimentar, com um grande crescimento esperado nos próximos anos”, refere Alexandre Fonseca. Equipamentos móveis e acessórios são os segundos produtos mais comprados online pelos portugueses (47,8%), seguidos pelos equipamentos informáticos (35,1%), livros (30,6%), entre outros. Quanto a serviços adquiridos online, lideram os jogos digitais (18,4%), aplicações para telemóveis (15,2%) e software (13,5%).
 
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