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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Portugal pouco adepto do online nas compras de supermercado

 
E-COMMERCE

por: Ilídia Pinto
 
23.10.2017
 
 
 
 
 
Por cada mil euros gastos em artigos para o lar, só oito euros são comprados online 
 

 
 O consumidor português está, ainda, pouco desperto para a compra online dos bens de grande consumo. O e-commerce na Europa é dominado por países como o Reino Unido, com uma taxa de 7,5%, a França (5,6%) ou a República Checa (3,2%). Em Portugal, o comércio online dos produtos alimentares e de higiene está, ainda, numa fase de desenvolvimento, com uma taxa de, apenas, 0,9%. Basta ter em conta que, por cada mil euros que os portugueses gastam nas compras para o lar, só oito euros correspondem a aquisições online. 
 
 “Os números continuam a apresentar apenas uma relevância marginal, mas estamos convencidos que novos operadores poderão dar crescente atenção ao mercado online português, o que, juntamente com a reação que exigirá dos já presentes, poderá funcionar como o elemento agitador que provocará a respetiva dinamização, tal como vem acontecendo noutros países”, diz o diretor-geral da Centromarca, a Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca. Pedro Pimentel, que esta segunda-feira de manhã apresentou as conclusões da quinta edição do estudo ‘Marcas+Consumidores’, desenvolvido em parceria com a Kantar Worldpanel, lembra o exemplo da entrada da Amazon no mercado espanhol dos bens de grande consumo que “obrigou os operadores todos a reagir”, algo que, em Portugal, “mais tarde ou mais cedo irá acontecer”.

Por outro lado, as notícias mais recentes dão conta da vontade da Amazon em adquirir um player da distribuição – foram já avançados nomes de cadeias como o Carrefour Internacional ou o Leclerc – replicando na Europa aquilo que fez nos Estados Unidos, quando, em junho, adquiriu a Wholefoods e passou a operar no negócio do retalho físico. 
 
 “Na prática, o e-commerce nos bens de grande consumo em Portugal vive de um universo muito pequenino de clientes, estamos a falar de 80 a 100 mil utilizadores, que se mantêm fiéis, sem que o número cresça. Mas é natural que tudo isto se desenvolva com a chegada de alguém que agite o mercado”, diz Pedro Pimentel.
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