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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

96 concelhos afetados pelos fogos têm caça proibida

Quinta-Feira - 09 de novembro de 2017 
 
Fundado em 29 de dezembro de 1864

Por lei, é proibido caçar nas áreas atingidas com mais de mil hectares. Sociedade civil mobiliza-se para alimentar veados e corsos

Em 96 concelhos do país afetados pelos incêndios está proibida até 31 de maio do próximo ano a caça ao coelho, lebre, perdiz e codorniz, por exemplo, e a toda e qualquer qualquer espécie cinegética, nos terrenos ardidos com área superior a 1000 hectares, bem como numa faixa de proteção de 250 metros em torno destas.

A destruição de espécies selvagens causada pelos incêndios florestais levou a duas portarias que limitam e restringem a caça nas zonas queimadas: uma publicada a 15 de setembro, por causa da devastação em junho nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos; e outra de 3 de novembro, que alarga as restrições a 96 concelhos do país, dado o alcance dos fogos de 15 de outubro no norte e no centro. Na Lousã, a proteção dos animais selvagens sobreviventes também levou a uma ação de alimentação artificial destinada às populações de veados e corços que sobreviveram aos incêndios naquela região, mas esse foi o resultado de uma mobilização da sociedade civil.

"Este ano, que foi atípico e anormal, houve necessidade de adotar medidas mais rígidas", afirmou o tenente-coronel Joaquim Delgado, responsável pela divisão da Proteção e Vigilância florestal do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) da GNR . "Com a portaria, pretende-se proteger as espécies que sobreviveram aos incêndios porque ficam confinadas a uma área não ardida muito pequena. São os casos da perdiz, do coelho, da lebre ou da codorniz", explica o oficial.

"Por outro lado, fica também definido que a caça às aves migratórias como o pombo ou o tordo, que vai agora começar, será restrita a dois dias por semana nas zonas atingidas pelos incêndios nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Leiria", sublinha.

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