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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Água pode ser racionada durante a noite devido à seca



Autores: Observador, Agência Lusa  
21-Novembro-2017

Secretário de Estado do Ambiente admite o racionamento da água no período da noite em algumas localidades devido à seca no país. E defende novas regras no seu consumo.

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Perante o cenário de seca que o país vive, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, admite que o consumo de água possa ser racionado durante o período da noite em algumas localidades. Essa possibilidade, avançada em entrevista ao jornal i (link ainda indisponível), pode concretizar-se em alguns municípios. “Admito que em algumas situações concretas isto possa acontecer em períodos noturnos, por exemplo, porque isso até teria vantagem de, em redes de municípios com perdas de água importantes, pelo menos no período noturno não perderiam água“, afirmou o secretário de Estado.”

Considerando o atual período de seca como o mais longo que o país já viveu, Carlos Martins recomenda ainda que as populações adquiram novos hábitos de consumo e se habituem a gastar menos. Sugere ainda que os “municípios e as entidades gestoras dos serviços de água devem reduzir as pressões de água”.

Quando se reduz a pressão, por cada minuto que temos a torneira aberta, acaba por haver um menor débito e portanto estamos a fazer uma poupança induzida por essa perda de pressão. O que é mais importante é o autocontrolo das pessoas, ou seja, para que não sejam vítimas de racionamento, elas próprias têm de ter comportamentos de melhor consumo e uso da água, serem mais eficientes”, salientou.

Entre as medidas sugeridas pelo secretário de Estado destacam-se a toma de banhos mais rápidos ou mais espaçados no tempo, a utilização mais disciplinada dos sanitários, não fazer lavagens de dentes, mãos ou loiça com água a correr e fazer regas de jardim com água já usada e durante a noite.
Recorde-se que, de acordo com dados do próprio regulador da água (ERSAR), quase metade da água tratada para uso humano acaba por ser utilizada para fins menos nobres, como a rega ou lavagem de ruas e carros.
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