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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Alemanha proíbe smartwatches que espiam crianças e exige aos pais que os destruam


O órgão regulador das telecomunicações alemãs anunciou, este fim de semana, a proibição da utilização de smartwatches a todas as crianças. Aos pais, o Bundesnetzagentur pediu que destruíssem estes equipamentos.

(dr) POMO House
 
A decisão foi tomada pelo órgão regulador das telecomunicações, o Bundesnetzagentur, que afirma que os relógios inteligentes violam as leis de vigilância da Constituição. A agência descreve-os como autênticos “equipamentos de escuta”, sendo a geolocalização e a captura de som os aspetos que mais preocupam o governo alemão.

No passado mês de outubro, a Organização Europeia do Consumidor (OEC) expressou-se acerca deste tema. Na opinião da OEC, estes relógios inteligentes, criados para serem utilizados por crianças, ameaçam a privacidade dos seus utilizadores e do ambiente que os rodeia.

Mas a principal preocupação da OEC é o perigo de estes dispositivos poderem ser pirateados. Os hackers teriam acesso à localização das crianças e poderiam até manipular remotamente a localização das crianças que os utilizam.

“De acordo com nossas investigações, os pais usavam os relógios para ouvir os professores durante a aula”, referiu o presidente da Bundesnetzagentur, Jochen Homann, em comunicado. Na Alemanha, é ilegal registar conversas privadas sem permissão e os smartwatches capazes de fazer chamadas telefónicas eram já proibidos no país.
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