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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ambientalistas dizem que Portugal é o país europeu com mais herbicida potencialmente cancerígeno


Glifosato

Conclusões do estudo surgem antes de votação sobre o prolongamento da licença de utilização do glifosato durante cinco anos.


Esta quinta-feira, os países da União Europeia irão votar a proposta da Comissão Europeia para prolongar por cinco anos a licença de utilização do glifosato, um herbicida classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como provável causador de cancro nos humanos. A actual licença de uso na Europa caduca a 15 de Dezembro. As associações ambientalistas estão contra e citam um estudo que encontrou níveis de glifosato nas amostras recolhidas em solos agrícolas portugueses muito acima da média.

O prazo de extensão apresentado pela Comissão Europeia (cinco anos em vez de dez) já é uma redução resultado da avaliação de risco feita pelo Parlamento Europeu – que defendeu igualmente a proibição de quaisquer utilizações de glifosato em parques públicos, parques infantis e jardins públicos, ou nas suas imediações. Inicialmente, a votação estava marcada para 25 de Outubro, mas foi adiada devido a elevada possibilidade de ser chumbada pelos Estados-membros.

Em Portugal, 11 associações ambientalistas e agrícolas portuguesas pedem ao Governo que se junte esta quinta-feira aos países que vão votar contra a proposta da Comissão Europeia. No entanto, o Ministério da Agricultura quer guardar a sua posição para o momento da votação, detalha a TSF. No passado, Portugal absteve-se, tal como a Alemanha. Segundo o Le Monde, o Reino Unido e a Espanha são os países mais a favor da renovação da licença, enquanto do lado oposto da barricada estão a França (que não quer uma extensão superior a três ou quatro anos), a Itália, a Bélgica e a Áustria.

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