[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Reforçar a identidade europeia através da educação e da cultura

             União Europeia


 
Jean-Claude Juncker e Tibor Navracsics
16/11/2017

Na cimeira de Gotemburgo, à medida que a Europa constrói o seu futuro, a educação e a cultura devem constituir o ponto de partida. Estas são um motor para a criação de emprego e para o crescimento.

«Se tivéssemos de começar tudo de novo, começaria pela cultura». Esta citação – erradamente atribuída a Jean Monnet – volta a estar no centro das atenções esta semana, quando os 28 dirigentes da Europa se reúnem em Gotemburgo, na Suécia. Nesta primeira paragem num caminho que conduzirá a Sibiu, na Roménia, em 9 de maio de 2019, os dirigentes escolheram um tema que está no centro do futuro da Europa. A educação e a cultura são o modo como transformamos as circunstâncias em oportunidades, como transformamos espelhos em janelas e como damos raízes ao que significa ser europeu.

Embora a UE não disponha de competências diretas em matéria de educação e cultura, utiliza os instrumentos à sua disposição para ajudar os Estados-Membros a cooperarem melhor e a facilitar o trabalho dos artistas e professores em toda a Europa.

Este aspeto é crucial tendo em conta que muitos desafios são de natureza transnacional e exigem uma resposta coletiva. Por exemplo, como podemos ajudar 44 % de europeus de todas as idades que ainda não dispõem de competências digitais básicas? Como podemos defender a liberdade de imprensa, o pluralismo dos meios de comunicação social e o jornalismo de qualidade? E como podemos fazer valer os nossos valores de liberdade e democracia face ao populismo e à xenofobia? A educação e a cultura devem ser parte integrante da solução e é por esta razão que a Comissão Europeia apresentará aos líderes ações concretas para serem postas em prática até 2025.

Uma solução com que todos concordamos é o Erasmus+, que celebra o seu trigésimo aniversário este ano. O programa ajudou mais de 9 milhões de pessoas a usufruírem de uma estadia noutro país da UE, como estudantes, aprendizes, voluntários, estagiários ou mesmo como professores. Este sucesso é a expressão do desejo dos europeus de serem cada vez mais móveis e de descobrirem como outros vivem, trabalham e estudam. Até 2025, a UE poderá duplicar o número de participantes no Erasmus+ de modo a que, pelo menos, 7,5 % dos europeus participem neste programa.
 
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