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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Centrais paradas, regas limitadas. Como o país combate a seca


O consumo de água está limitado em todo o país e o Governo já movimentou 500 milhões de euros para apoiar os agricultores. É a resposta de Portugal a uma das piores secas dos últimos 100 anos.

Todo o território nacional está há seis meses em seca severa e extrema. O volume médio de precipitação “muito inferior ao normal” tem levado câmaras municipais e empresas, por todo o país, a implementarem várias medidas para combater esta seca, desde centrais hidroelétricas paradas até ao esvaziamento de piscinas.

500 milhões para apoiar agricultores

Ainda em outubro, o ministro da Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, anunciou que seriam disponibilizados 500 milhões de euros para apoiar os agricultores, montante que equivale a um pagamento antecipado das ajudas que a Política Agrícola Comum destina aos agricultores. Vão ainda ser entregues até 4.500 toneladas de ração para animais e disponibilizadas linhas de crédito até cinco milhões de euros.

EDP tem centrais paradas

A EDP tem seis albufeiras sob gestão “prudente”, das quais duas estão mesmo paradas. Segundo explicou ao ECO fonte oficial da EDP, a central de Vila-Tabuaço, no rio Távora, e a central de Santa Luzia pararam a produção de eletricidade, porque a água existente nas respetivas albufeiras se destina agora apenas ao consumo público. Isto porque as regras definidas nos contratos de concessão determinam que “o consumo humano é sempre considerado prioritário”.

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