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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Compra e venda de equipamento militar está fora de controlo, diz Tribunal de Contas

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Defesa

Nova auditoria à execução da lei de programação militar detecta deficiências por corrigir há uma década. Juízes não aceitam confidencialidade como argumento para não prestar contas rigorosas.


A compra e venda de equipamento militar por parte das Forças Armadas está fora de controlo, diz o Tribunal de Contas na sua mais recente auditoria.

Num relatório divulgado nesta quarta-feira de manhã, os juízes acusam o Ministério da Defesa e as Forças Armadas de não lhes terem fornecido informação suficiente sobre a execução da lei de programação militar – o que os impediu de auditar com rigor os investimentos do sector.
“A documentação disponível para e os respectivos sistemas de gestão e controlo [das Forças Armadas] não fornecem transparência ao processo de planeamento, execução, controlo e reporte e não conferem a consistência, a fiabilidade e a completude exigíveis à lei de programação militar”, pode ler-se no documento, que acrescenta que esta limitação “impossibilita o Tribunal de Contas de formular um juízo sobre a adequação do planeamento, execução e controlo” da compra e venda de aeronaves e outros equipamentos militares.

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